Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
24/04/17 às 22h42 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Ceilândia treina profissionais para notificar casos de violência

COMPARTILHAR

Objetivo é aperfeiçoar o preenchimento de fichas dos pacientes

BRASÍLIA (24/4/17) – O Programa de Pesquisa, Atendimento e Vigilância às Pessoas em Situação de Violência (PAV) de Ceilândia promoverá, nesta terça-feira (25) e amanhã, de manhã e à tarde, um treinamento em preenchimento de fichas de notificação compulsória. A atividade será realizada no auditório da pediatria do Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Segundo o coordenador do PAV, João Narcizo de Souza Junior, o objetivo do treinamento é capacitar servidores que fazem o atendimento inicial a preencherem de forma adequada a Ficha de Notificação de Suspeita de Violências e, assim, otimizar o fornecimento de dados para o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). “Todos os profissionais que fazem o primeiro atendimento devem estar preparados para reconhecer e notificar os casos suspeitos de violência”, explica João Narcizo.

Médicos residentes de cirurgia, pediatria e ginecologia, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e servidores que atuam no pronto atendimento, principalmente nas salas vermelha e amarela, foram chamados para participar do treinamento.

O PAV de Ceilândia, conhecido como Programa Flor de Lótus, é um serviço referência no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual, mas atende todas as faixas etárias.
O objetivo principal do Flor de Lótus é desenvolver ações de prevenção e atendimento às vítimas de violência visando reduzir os efeitos dessas agressões. A Organização Mundial de Saúde reconhece a violência como um grave problema de saúde pública, além de constituir uma violação dos direitos humanos e englobar todo um sistema social.

O Flor de Lótus faz parte da rede social de Ceilândia, e atende às demandas dos centros de saúde, pronto-socorro pediátrico e adulto, além de receber demandas do Ministério Público, Vara da Infância e Juventude, Centro de Orientação Médico Psicopedagógica, Adolescentro, Conselho Regional de Assistência Social (Creas) e Conselho Tutelar. Os atendimentos são realizados seguindo fluxos pré-estabelecidos com objetivo de garantir acesso e qualidade na assistência.

Leia também...