Governo do Distrito Federal
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17/09/13 às 18h36 - Atualizado em 30/10/18 às 15h07

Trabalho da enfermagem do Hospital do Gama reduz em 30% tempo de internação

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Lesões de pele podem prolongar a hospitalização 

O tempo de internação dos pacientes com úlceras ou lesões de pele decorrentes de traumas caiu cerca de 30% no Hospital Regional do Gama, desde a implantação da Comissão de Feridas da Ortopedia, pela equipe de enfermagem, há cinco meses.

Fábio William Fernandes, enfermeiro e membro da comissão, esclarece que as feridas ou lesões de pele são um dos principais fatores para prolongamento da hospitalização. “O tempo de internação é maior, aumentam os gastos hospitalares e o uso de antibióticos e com isso pode ocorrer uma elevação dos riscos de infecções, além de prejudicar o estado emocional dos pacientes”, destaca.

Conforme Fábio, as feridas são definidas por grau de gravidade. Para pacientes portadores de úlceras consideradas de grau três ou quatro, o tempo de internação dependendo da complexidade do caso, variava de 45 a 90 dias. Com os curativos específicos para cada tipo de ferida, esse tempo foi reduzido de 25 a 30 dias. “A partir dos novos processos de trabalho realizados nos curativos, melhoramos a qualidade na assistência e diminuímos os gastos com o uso de medicamentos, principalmente os antibióticos e reduzimos também custos em hotelaria e nutrição”, disse o enfermeiro.

O pedreiro Edimilson da Silva Martins, 32 anos, que sofreu um acidente de moto e teve fratura exposta na perna direita, relata que passou por cirurgia e durante o acompanhamento após a alta foi constata uma infecção no osso. Em 22 dias de internação para o tratamento da úlcera, ficou impressionado com a cicatrização. “Eu cheguei com uma ferida grande e agora está praticamente curada. Todo dia os enfermeiros conversam comigo, explicam os procedimentos, sinto tranqüilidade e a equipe é dedicada e atenciosa”, elogiou.

A Comissão de Feridas é composta por dois enfermeiros e dois técnicos de enfermagem que realizam junto com a equipe médica e de nutrição, uma avaliação criteriosa de cada caso. “O controle dos curativos é rigoroso, são realizados 30 procedimentos por dia. Conhecemos cada lesão, como está a evolução dela a cada dia e se for preciso aplicar outro tratamento para o caso, o problema é compartilhado com a equipe”, explicou Fábio ao informar que o serviço prioriza sempre o bem estar e a cura do paciente, que em decorrência desse cuidado se sente seguro.

Gustavo Melo Torres, médico residente da ortopedia e traumatologia acompanha diariamente a terapia dos curativos. “A troca de informações é fundamental para o sucesso do trabalho. Estamos sempre compartilhando as experiências e verificando o que é o melhor para o paciente, a assistência oferecida é mais humanizada para a nossa clientela”, finalizou o médico.

Eliane Simeão