Governo do Distrito Federal
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30/08/17 às 11h29 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Controle de custos ajuda gestores a tomar melhores decisões

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Núcleo do HRC serviu de exemplo para Ministério da Saúde da Dinamarca

BRASÍLIA (30/8/17) – O serviço de saúde é oferecido gratuitamente para a população, mas tem um custo para o Estado. E saber esses valores é de extrema importância para melhor a aplicação dos recursos públicos. Nesse quesito, o Hospital Regional de Ceilândia sai na frente. Na rede pública do DF, ele é o mais avançado, já que conseguiu implementar 100% das fases exigidas no Programa Nacional de Gestão de Custos do Ministério da Saúde.

“Antes da implementação do núcleo, o orçamento era estimado. Agora, desde a criação dele, em 2013, é possível saber o custo real do hospital. Nossa unidade já serviu de exemplo para o Ministério da Saúde da Dinamarca. Em junho deste ano, uma equipe de lá veio nos visitar”, observa o chefe do Núcleo de Gestão de Custos do HRC, Cristiano Cleidson Lima.

Os dados obtidos permitem fazer estudos técnicos e indicar ao gestor ações que podem gerar economia. “Por exemplo, recentemente, fizemos um estudo para ver se compensava ou não ter lavanderia própria ou terceirizada. Também fizemos estudo sobre uso do sistema fotovoltaico (energia solar) e descobrimos que seria bastante viável e favorável à Secretaria de Saúde. Enviamos aos gestores e cabe a eles a decisão”, observa.

A nível local, Cristiano explica que o olhar do núcleo de custos evita desperdícios. “Como estamos monitorando, sabemos o gasto médio de água e quando observamos que de um período ao outro houve aumento considerável, indicamos que há problema e assim, podemos, por exemplo, descobrir um vazamento”, exemplifica.

O HRC custa, mensalmente, R$ 20 milhões. Desse total, a maior parte é gasto com pessoal (76%), seguido de gastos com terceiros (16%), material de consumo (6%) e despesas gerais (2%).