Governo do Distrito Federal
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8/07/19 às 11h26 - Atualizado em 9/07/19 às 9h44

Curso formará servidores como registradores de câncer

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Aulas serão dadas por uma semana a profissionais do DF e de outros estados

 

Começou, nesta segunda-feira (8), o II Curso de Educação Profissional Técnica para Registradores de Câncer, realizado no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). Ao todo, 43 servidores, sendo 31 da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e 12 de outros estados, terão uma semana de aulas sobre como fazer registros hospitalares de câncer.

 

“Esse curso é para formar registradores de câncer, o profissional que faz toda a análise dos casos, para constituir a base de dados epidemiológicos. De preferência, são pessoas que já atuam com registros hospitalares, sendo médicos, enfermeiros, até da área administrativa”, afirmou a chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer, Érica Batista.

 

Presente à abertura do curso, o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos, deu as boas-vindas aos profissionais em nome do secretário de Saúde, Osnei Okumoto. “Fico muito feliz por ter pessoas de outros estados fazendo esse curso. Em Brasília, todos os hospitais públicos já têm um comitê de registro de câncer, que é fundamental ao tratamento. Essas informações são importantes para as nossas políticas públicas de saúde”, comentou.

 

“Com a formação, se consegue o bem maior, que é essa notificação do câncer, para fazermos, efetivamente, políticas de saúde e conhecer a nossa realidade. Hoje, esse tumor está espalhado em todo o país, com números gritantes. Sem dados, não se consegue fazer uma campanha efetiva contra a doença”, ressaltou Patrícia Raindo, auditora da Vigilância Sanitária do DF.

 

PORTARIA – A demanda pelo curso surgiu para atender à Portaria nº 180/2019, da Secretaria de Saúde, que define a implantação e regulamenta o funcionamento dos registros de câncer como ferramenta de vigilância da doença no DF. “Era uma exigência do Instituto Nacional de Câncer [Inca]. Pactuamos que eles fizessem o curso para nós e, em contrapartida, daríamos 12 vagas para outros estados”, explicou a coordenadora do Registro de Câncer do DF, Cristiane Bastos.

 

O curso, executado por profissionais do Inca e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, envolve desde a história do câncer, passando pela nomenclatura do tumor, até os códigos que devem ser utilizados nos registros quando o paciente é diagnosticado com a doença e tem incidência na família.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF