Governo do Distrito Federal
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29/12/15 às 16h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

DF continua sem casos de microcefalia relacionados ao Zika vírus

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Dos 11 casos investigados, nove foram descartados e dois continuam em investigação

BRASÍLIA (29/12/15) – O Distrito Federal investigou 11 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao Zika vírus neste mês, porém, nove foram descartados e os outros dois continuam em investigação.

“Nos casos investigados, primeiro temos que verificar se realmente se tratam de microcefalia ou outra malformação. Se o caso for confirmado como microcefalia, a vigilância faz a notificação ao Ministério da Saúde e inicia a investigação para saber se o fato tem associação com o Zika vírus ou não”, explica a diretora da Vigilância Epidemiológica, Cristina Segatto.

Ela salienta que os dois casos da doença diagnosticados nas unidades de saúde de Brasília foram de pacientes que contraíram a doença em outros estados.

PLANO – No DF, o fluxo de notificação, investigação e acompanhamento dos casos notificados de microcefalia e de gestante com doença exantemática, infecção com vermelhidão na pele, foi elaborado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) em parceria com a Coordenação de Neonatologistas, Infectologia Pediátrica, Neurologia Pediátrica, Diretoria de Áreas Estratégicas da Atenção Primária (Rede Cegonha, Atenção Integrada à Saúde da Mulher e Criança).

“Diante do quadro vivenciado no país, o DF elaborou a sua estratégia como forma de prevenção, uma vez que ainda não temos qualquer caso de microcefalia pelo Zika vírus”, diz Segatto.

O plano visa integrar todas as ações de notificação e investigação epidemiológica no Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) com a avaliação clínica, assistência pediátrica e laboratorial (Lacen/DF).

Os objetivos propostos são de monitorar a situação epidemiológica das complicações envolvendo gestantes e recém-nascidos, potencialmente associadas à infecção pelo Zika vírus; detectar a ocorrência de casos graves e óbitos potencialmente relacionados à infecção; identificar grupos e fatores de risco para complicações; orientar a utilização das medidas de prevenção e controle disponíveis e elaborar e divulgar informações epidemiológicas.

A microcefalia trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm.