Governo do Distrito Federal
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10/01/18 às 14h25 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

DF inicia o ano com cobertura de 63,73% de Saúde da Família

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Índice é mais que o dobro do registrado em fevereiro de 2017

BRASÍLIA (10/1/2018) – Brasília começou 2018 com cobertura de 63,73% de Estratégia Saúde da Família (ESF). O número é mais que o dobro registrado em fevereiro de 2017 (30,23%), quando foi alterada a Política de Atenção Primária à Saúde no Distrito Federal.

Das 166 unidades básicas de saúde (UBS) convencionais, 143 já atuam exclusivamente no novo modelo. “Promovemos a capacitação de um grande número de profissionais em saúde da família, reorganizamos as equipes e aperfeiçoamos os processos de trabalho”, disse o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, em balanço apresentado no fim do ano.

De acordo com ele, a expectativa é que em junho deste ano a cobertura chegue a 70%. “Nomeamos mais médicos de família e realocamos os profissionais que decidiram não aderir à mudança. Na atenção primária está a chave da organização da rede de saúde. “

Os servidores foram capacitados sobre temas gerais da estratégia e assistiram a módulos com conteúdo relacionado à saúde da criança e da mulher e a doenças como diabetes e hipertensão. Atuam dentro da nova metodologia 506 equipes — em fevereiro de 2017, eram 240.

A Estratégia da Saúde da Família é baseada em equipes multiprofissionais, que trabalham em unidades básicas de saúde e são responsáveis pela população de uma área geográfica delimitada. O grupo proporciona atenção integral ao paciente, com fortalecimento do vínculo, foco na pessoa e alta resolutividade.

REESTRUTURAÇÃO – A partir do fortalecimento da atenção primária, a Secretaria de Saúde já reorganiza o acesso às urgências e emergências.

“A reestruturação permitirá que os hospitais e prontos-socorros cumpram a vocação de atender a urgências, emergências e casos mais graves, evitando que a demora no atendimento possa causar danos aos pacientes”, explicou Humberto Fonseca, ao analisar que o processo é indispensável, mas não é fácil nem imediato.

Também está sendo estruturada a rede de atenção secundária, com um conjunto de equipamentos que complementará o atendimento nas unidades básicas de saúde. Em dezembro, o governo inaugurou o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão, um dos espaços que passou a integrar a rede.

SERVIDORES – Desde 2015, 4,3 mil profissionais aprovados em concurso tomaram posse na Secretaria de Saúde. Só em 2017, foram 1.476, a maior parte técnicos em saúde (891), como em enfermagem. 

Isso possibilitou, por exemplo, abrir leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) que estavam fechados por falta de pessoal e fortalecer o atendimento das unidades de internação.

O cadastro de reserva de médicos aprovados no concurso de 2014 foi zerado, e, com a ampliação da carga horária dos profissionais e com essas nomeações, a pasta de Saúde avalia que tem conseguido suprir a carência de servidores.

HOSPITAL DE BASE – Outro importante passo no último ano foi a estruturação do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal, aprovada na Câmara Legislativa em junho. A sanção da lei pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, ocorreu no mês seguinte.

Dados da Secretaria de Saúde apontam que cerca de 85% dos servidores do Hospital de Base resolveram permanecer na unidade, que passará a ser um serviço social autônomo, gerido pelo instituto, conforme a Lei nº 5.899, de 2017.

Os servidores tiveram de julho até 28 de dezembro para responder ao formulário de manifestação de interesse para serem ou não remanejados.

MELHORIAS – Avanços nos processos de contratação na administração direta também foram possíveis com a elaboração de manuais voltados ao tema na Secretaria de Saúde.

“Esperamos melhorar a qualidade e o controle das nossas compras e diminuir a burocracia nos pagamentos, melhorando os fluxos e atraindo os fornecedores, que são importantes parceiros da saúde”, destacou o secretário Humberto Fonseca.

Além disso, mudanças no entendimento do Ministério da Saúde em relação à utilização dos blocos de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) permitiram, de acordo com Fonseca, o pagamento de mais de R$ 150 milhões em dívidas da gestão anterior.

Para o secretário, o não cumprimento dessas obrigações dificultava os processos licitatórios. Quanto às licitações, os números mostram economia de mais de R$ 300 milhões em 2017.

Houve, ainda, a compra e a distribuição de seis mil equipamentos para atenção primária e contratações em áreas que havia algum tempo não eram feitas, a exemplo de telefonia, internet, home care, órteses e próteses, lavanderia e vigilância.

Além disso, chegou ao fim a fila para mamografia na rede pública do DF, e a espera pela radioterapia reduziu: passou de mais de mil para menos de 300 pessoas.

No começo de 2017, o governo de Brasília firmou contrato para formalizar a participação do Hospital Universitário de Brasília na Rede de Atenção à Saúde do Distrito Federal.

Em novembro, a unidade recebeu um acelerador linear, usado para o tratamento de radioterapia em pacientes com câncer. O equipamento de última geração foi doado pelo Ministério da Saúde.

OBRAS – As obras para instalação de mais um acelerador linear no DF, desta vez no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), devem ser iniciadas neste ano.

Também para ampliar o acesso à saúde de pacientes com câncer no Distrito Federal, o governo de Brasília entregou à Caixa Econômica Federal o projeto de implementação do Hospital de Especialidades Cirúrgicas e Centro Oncológico de Brasília.

O último ano também foi marcado por avanços nas obras do Bloco 2 do Hospital da Criança de Brasília José Alencar, que no fim de novembro estavam 91% executadas.

Com 21 mil metros quadrados, o Bloco 2 terá em dois pavimentos: 202 leitos — 164 para internação e 38 para unidade de terapia intensiva (UTI) e cuidados intermediários; 67 consultórios ambulatoriais; centro cirúrgico; centro de diagnóstico especializado; centro de ensino e pesquisa; laboratórios de análises clínicas e hematologia; unidade administrativa; área de apoio; serviços de hemodiálise, hemoterapia e quimioterapia.

ACORDO – Para descentralizar a administração e modernizar o atendimento na saúde pública, representantes da secretaria assinaram um acordo de gestão regional.

“Com esse modelo, teremos descentralização administrativa, com compartilhamento de responsabilidades e gestão baseada em resultados, em linha com a mais atual tendência de administração da saúde pública. Foram pactuados 66 indicadores, que serão acompanhados pela nossa equipe de planejamento”, destacou Fonseca.

MAIS INICIATIVAS – Outras ações de destaque ressaltadas pelo secretário de Saúde são: a abertura do primeiro Ambulatório Trans do DF; o encontro com secretários de Saúde de regiões do Entorno do DF; as parcerias firmadas com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para melhoria da gestão pública na saúde; a inauguração da farmácia de alto custo do Gama e do primeiro posto de vacinação de Águas Claras; nomeações de novos servidores para a Fundação Hemocentro de Brasília; fortalecimento de ações de voluntariado; ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, febre chikungunya e zika vírus; a realização da Mostra de Experiências Inovadoras do SUS; entrega, em dezembro, de 23 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); nomeação de clínicos para completar as escalas das unidades avançadas, seguros de veículos e novas bases para o serviço.

“Teremos, para 2018, além da consolidação do que iniciamos em 2017, projetos importantes, como a estruturação da atenção secundária, a mudança do modelo obstétrico, com os centros de parto normal, projetos na área de eficiência energética”, elenca Humberto Fonseca.