Governo do Distrito Federal
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31/10/12 às 21h42 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

DF sobe uma posição no ranking nacional de transplantes

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Fila para transplante de coração está zerada 

Desde o início de 2012 o Distrito Federal tem se destacado no ranking nacional de transplantes. Os dados do último trimestre, divulgados nesta quinta-feira (31) pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), mostram que essa posição se consolidou ainda mais. Além de se manter em primeiro lugar em transplantes de coração e de córneas (proporcionalmente ao número de habitantes), o DF subiu uma colocação na lista nacional de captação de doadores: 20 para cada milhão de habitantes. O DF  passou São Paulo e está em terceiro lugar, atrás apenas do Ceará e Santa Catarina.

Diante deste cenário, a fila para transplantes de coração, por exemplo, está zerada. “Nós agora pretendemos ajudar outras unidades da federação com os órgãos captados aqui”, diz o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

No caso do transplante de córneas, o tempo de espera tem sido mínimo, praticamente o período para atendimento dos protocolos. “Atualmente, estamos com uma fila de espera de 15 dias, que é considerada pequena, para a realização de transplante de córnea”, explica Daniela Salomão, Coordenadora Geral de Doação de Órgãos da Secretaria de Saúde.

O DF é destaque, ainda, em transplantes de rim e fígado, ocupando o quarto lugar na tabela nacional. Os procedimentos de fígado começaram a ser realizados este ano pela SES/DF e já alcançam ótimos resultados. Os dados referentes à medula estão em fase de cadastramento junto à ABTO, e logo que possível, serão divulgados. 

Investimentos 

O aumento no número de transplantes está diretamente ligado aos investimentos no setor. No ano passado a Secretaria de Saúde do DF conseguiu novamente o credenciamento junto ao Ministério da Saúde para realizar transplantes de rim, fígado e córneas. Além disso, foram ampliadas as equipes de captação de órgãos e foram criados leitos exclusivos de UTI para a manutenção de vida de doadores. “Isso faz com que a perda de órgãos não ocorra”, explica a coordenadorada Daniela Salomão. A meta da Secretaria de Saúde é oferecer o transplante de pulmão ainda em 2012. Para isso, a solicitação de credenciamento já foi feita ao Ministério da Saúde.