Governo do Distrito Federal
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26/10/16 às 19h37 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Dia Mundial de Combate a Psoríase terá evento no Parque da Cidade

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A doença é caracterizada por lesões avermelhadas e descamação da pele

BRASÍLIA (26/10/16) – No próximo sábado (29), é celebrado o Dia Mundial de Combate à Psoríase, que tem como características, lesões avermelhadas e descamação da pele e atinge, principalmente, partes do corpo como couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Para marcar a data, e alertar a sociedade sobre a doença, que não tem cura, será promovida um evento, no estacionamento 13, do Parque da Cidade, no domingo (30), partir das 9h.

A ação integra a agenda de eventos promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – DF, que tem como parceiros a Unidade de Dermatologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e Associação Brasileira de Psoríase (Abrapse).

“Entre 1% e 3% da população mundial é acometida pela doença inflamatória crônica, mediada pelo sistema imunológico, ou seja, uma agressão que o próprio organismo causa e que se manifesta por essas placas vermelhas”, explicou a coordenadora do Ambulatório de Psoríase do Hospital Regional da Asa Norte, Letícia Oba Galvão.

Elias Barros Magalhães, 58 anos, faz parte da Associação Brasileira de Psoríase (Abrasp) e possui o quadro grave. Em tratamento há mais de 20 anos, o paciente conta como começou a doença. “Surgiram algumas manchas vermelhas e a pele estava ressecada. A doença evoluiu e eu já passei por todos os tipos de tratamentos disponíveis, desde pomadas até o uso de injeção a cada dois meses”, contou.

Além de ter de enfrentar a doença, Elias precisa passar por cima do preconceito, já que muitas pessoas pensam que a lesão é contagiosa. “Eu sou motorista particular. Já consegui controlar, mas quando as feridas aparecem, as pessoas fogem e não querem contratar”, disse, ao mostrar lesões por várias partes do corpo.

A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Distrito Federal, Beatriz Medeiros Ribeiro, explica que a doença pode surgir em qualquer idade e gênero. “Atendemos idosos, crianças e adultos. Não se trata de uma doença contagiosa. As lesões são aparentes e ainda gera muito preconceito. Apesar de não ter cura, podemos controlar a doença e evitar as lesões”, explicou.

Não existe uma causa específica para o surgimento da psoríase, mas há uma série de fatores que podem desencadear a alteração na dermatite. São herança genética (caso algum familiar tenha psoríase), estresse, doenças metabólicas, obesidade, diabetes e hipertensão.

DOENÇAS E TRATAMENTO – A doença pode ter grau leve, moderado e grave. A lesão pode ser acompanhada de ardência, coceira e outras infecções secundárias que podem atingir a pele devido a sua sensibilidade. Os quadros leves da doença podem ser tratados por com medicamentos tópicos, como pomadas e soluções.

Já os moderados e graves, que podem gerar até o comprometimento das articulações, precisam de medicamentos orais e injetáveis.

“Esses pacientes com quadros moderados a grave têm mais chances de ter eventos cardiovasculares, ou seja, pressão alta, infarto e Acidente Vascular Cerebral. Por isso, eles precisam ser acompanhados. Além disso, com o controle, o paciente fica praticamente sem lesões”, explicou a dermatologista Letícia.

A Secretaria de Saúde fornece o tratamento. O Hran é referência no tratamento e possui aproximadamente 400 pessoas cadastradas com a patologia. Na unidade, a dermatologia conta com sete ambulatórios, duas salas de pequenas cirurgias e uma sala de estudos. Para ter acesso ao tratamento, é necessário apresentar encaminhamento obtido nos centros de saúde. A marcação é feita pelo Sisreg.