Governo do Distrito Federal
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15/05/15 às 14h23 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar

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Secretaria de Saúde chama atenção para o tema

BRASÍLIA (15/5/15) – O Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar é comemorado em 15 de maio. A data é celebrada em todo o país e no DF, a Secretaria de Saúde aproveita para chamar atenção dos profissionais de saúde e da população sobre o tema.

As instituições que prestam cuidados de saúde, como os hospitais, são as mais comuns e importantes fontes de geração e transmissão de bactérias multirresistentes, que são germes com resistência à maioria dos antibióticos. As infecções causadas por bactérias resistentes são muito parecidas com as infecções causadas por bactérias sensíveis aos antibióticos. O que diferencia uma infecção da outra é o tratamento, que fica extremamente limitado para a infecção causada por germe multirresistente, além de caro para as instituições, visto que a gravidade prolonga a internação desses pacientes e implica tratamento com medicamentos de custo elevado, e apresentam alto índice de toxidade para o paciente.

Todos os hospitais regionais do DF possuem um Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH). Este núcleo tem, entre outras, a responsabilidade de implantar ações de prevenção de infecções e biossegurança, que correspondem à adoção de normas e procedimentos seguros e adequados para a manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes, a fim de evitar a transmissão desses germes. As mais importantes ações de biossegurança são a correta higienização das mãos dos profissionais de saúde, o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) conforme as situações de exposição dos profissionais, o controle do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de artigos e superfícies.

As mãos são a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência à saúde. Já que as mãos são o instrumento mais utilizado no cuidado aos pacientes, a sua higienização tornou-se a medida mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação dos germes multirresistentes e das infecções hospitalares. A forma mais estimulada nos serviços de saúde é a higienização das mãos com preparações alcoólicas.

“A higienização das mãos é a medida mais estimulada para a prevenção de infecções hospitalares. Realizar essa prática seguindo a técnica recomendada e observando os momentos indicados significa prestar uma assistência limpa e segura aos pacientes, diminuindo os riscos de eventos adversos. Para que esse conhecimento seja disseminado, os profissionais que trabalham no Controle de Infecção Hospitalar se empenham em capacitações e divulgação das normas de higiene das mãos e outras medidas importantes de prevenção dentro das instituições”, informa a chefe do Núcleo de Investigação e Prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Nuiras), Rafaella Bizzo Pompeu.

Os EPI's constituem o meio mais simples de prevenção e proteção à saúde. As luvas servem para promover uma barreira de proteção e prevenir a contaminação das mãos quando em contato com material contaminado, matéria orgânica e pele não íntegra.

É importante lembrar que as luvas devem ser trocadas entre a realização de procedimentos de um paciente e outro e retiradas imediatamente após o uso. Após a retirada ou troca das luvas, deve-se proceder à higienização das mãos, pois o uso desse equipamento de proteção individual não substitui a prática.

O avental é usado para prevenir a contaminação das roupas e proteger a pele do profissional durante o atendimento ao paciente, principalmente quando há risco de contágio pela exposição a sangue e fluidos corporais. Para o cuidado a paciente portador de germe multirresistente o avental usado deve ser retirado antes da saída do quarto em que o paciente se encontra e ser descartado.

A máscara e o protetor ocular são equipamentos usados durante procedimentos a pacientes que possam gerar respingos de matéria orgânica e fluidos corporais e servem para proteger a mucosa dos olhos, nariz e boca.

“O uso dos EPIs faz parte das medidas de Precaução Padrão, ou seja, deve ser adotado por todos os profissionais de saúde na assistência a qualquer paciente, conforme os riscos de exposição a sangue, fluidos corporais, pele não íntegra e mucosas. São utilizados também como Precauções de Isolamento, de acordo com as formas de transmissão de algumas doenças/agentes que se dão por contato, gotículas ou aerossóis. Para que sejam eficazes medidas de barreira, os EPIs precisam ser corretamente utilizados. Para saber mais sobre as precauções de isolamento, basta procurar as orientações dos Serviços de Controle de Infecção Hospitalar da instituição”, destaca Rafaella.

Cuidados básicos
* Higienizar as mãos antes e após o contato com os pacientes;
* Garantir a limpeza dos ambientes e os materiais utilizados por pacientes, de acordo com a criticidade;
* Fazer controle de qualidade de todos os processos de aquisição de materiais, procedimentos e rotinas garante a minimização dos riscos de infecção hospitalar.

NUIRAS – O Núcleo de Investigação e Prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Nuiras) pertence à Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GERIS) da Subsecretaria de Vigilância à Saúde do Distrito Federal e foi criado este ano, em substituição à antiga Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções e Eventos Adversos em Saúde (Gepeas). O Nuiras é responsável por coordenar, orientar e avaliar as ações de prevenção e controle de infecções hospitalares no Distrito Federal.