Governo do Distrito Federal
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26/10/17 às 21h44 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Diraps da Região Centro-Sul reúne com gerentes de UBS

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Objetivo é conhecer as demandas da região e falar sobre a mudança do modelo de atenção

BRASÍLIA (26/10/17) – A diretora de Atenção Primária à Saúde, Cleunici Godois, reuniu-se nesta quinta-feira (26), no auditório do Hospital Regional do Guará (HRGu), com todos os gerentes das unidades Básicas de Saúde da Região Centro-Sul. Estiveram presentes 17 profissionais para conversar sobre as demandas e inquietações de cada área, como também para tratar do modelo de transição na atenção primária e assuntos sobre a Saúde da Família.
A pauta incluiu temas como demanda espontânea e acolhimento nas unidades. Ambos os tópicos são prioridade da gestão para que se tenha atendimento com qualidade. O foco da gestão é estar próximo à ponta sempre. Realizar visitas agendadas e surpresas será uma das estratégias.

Com experiência em outras regiões de Saúde do DF, Cleunici Godois assumiu a área Centro- Sul com desafios conhecidos, mas com suas especificidades locais. Segundo ela e sua experiência, cada local tem uma característica. No entanto, destaca que é necessário alinhar as carteiras de serviços para que todos atendam de forma padronizada em todo o DF. A profissional chamou atenção dos gestores quanto às notificações de doenças, fechamento de casos epidemiológicos que precisam acontecer em tempo hábil e a realização de um controle de qualidade no atendimento.

“Agora, não existe mais aquele atendimento setorizado. Todos os servidores da unidade deverão atender na área que precisar. Todos são treinados para realizar o trabalho coerente com as características de atendimento da Atenção Primária. Por isso, fizemos treinamento, pois entendemos que tem colegas que trabalhavam há mais de 15 anos fazendo curativo, por exemplo. De repente, ele deverá ir pra vacina. Então, é preciso entender esse fluxo. Além disso, é preciso estar atento às nossas notificações, que são essenciais para a Vigilância em Saúde. Sem elas, não conseguimos mapear nosso trabalho de acordo com as necessidades locais”, frisou.

Além disso, destacou a importância do acolhimento e do atendimento da demanda espontânea. Ressaltou que não se trata de encaixe, como muitos entendem, mas sim situações não programadas que podem ser acolhidas na atenção básica, como usuário com cefaleia ou tontura, criança com febre; mulher com sangramento genital, entre outros.

Situações assim revelam que, apesar de ser necessário programar o acompanhamento das pessoas nas agendas dos profissionais (sob pena de a atenção básica se reduzir a um pronto-atendimento), também é fundamental que as unidades de atenção básica estejam abertas e preparadas para acolher o que não pode ser programado, as eventualidades, os imprevistos.

Fábio Teixeira, gerente da UBS 3 do Guará II conhece bem essa realidade e em sua unidade trabalha pra que os profissionais entendam essa programação. “Ainda estamos em fase de adaptação. Muitos profissionais estão se adaptando a atender a todos os ciclos de vida e, por isso, uma consulta pode demorar mais que a outra, pois são perfis diferentes. Mas, notamos a diferença na busca pelo atendimento. Antes, o paciente tinha mais resistência porque queria um especialista, hoje ele já tem a percepção que o médico poderá ajudá-lo em todos os sentidos da sua saúde”, declarou.

O processo de transição na Secretaria de Saúde ainda está acontecendo, muitos profissionais já passaram pelas capacitações e a prática já vem mudando nas UBS. Para entender esse processo que a Saúde do DF está passando, você pode acessar o site: www.brasiliasaudavel.saude.df.gov.br.