Governo do Distrito Federal
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14/03/17 às 18h28 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Doenças circulatórias e cerebrovasculares são as que mais matam no DF

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Relatório de mortalidade da Secretaria de Saúde aponta que, juntos, os dois problemas são responsáveis por 35,6% das mortes

BRASÍLIA (14/3/17) – A Secretaria de Saúde finalizou o Relatório Epidemiológico sobre mortalidade geral do Distrito Federal 2015. O documento aponta que, de um total de 14.794 mortes registradas naquele ano, 3.249 foram em decorrência de doenças circulatórias (27,2%), maior causa de mortalidade registrada na capital federal. Nas causas específicas, as doenças cerebrovasculares foram as maiores responsáveis pelos óbitos: 1.004 mortes, o que corresponde a 8,4%.

“O estudo do perfil de mortalidade é fundamental para conhecer as condições de saúde e doença de uma população. Saber onde e quantos morrem, do que morrem, com que idade e as circunstâncias do óbito, é importante para avaliar o acesso e a qualidade do sistema de saúde e reorientar as políticas públicas de saúde quando necessário”, esclarece a médica sanitarista da Secretaria de Saúde, Dalva Nagamine Motta.

Segundo o relatório, o Distrito Federal apresentou algumas mudanças no perfil de mortalidade nos últimos 16 anos. “A mortalidade proporcional por idade diminuiu em todas as faixas etárias abaixo de 50 anos e aumentou principalmente após 80 anos de idade, evidenciando o envelhecimento da população”, diz o documento.

Em todas as faixas etárias houve predominância da mortalidade masculina, especialmente entre os adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos), onde o percentual de óbitos nos homens foi quatro vezes maior do que nas mulheres. A única exceção ocorreu acima de 80 anos, onde 58% dos óbitos foram do sexo feminino.

CAUSAS – A análise de óbitos por grupos de causa mostrou que doenças do aparelho circulatório foram a principal causa de morte em 2015 e sofreu pouca alteração em relação ao ano de 2000. As neoplasias, que corresponderam à segunda causa de morte, aumentou a incidência em 31% nos últimos 16 anos. Em contrapartida, o risco de morrer por causas externas, terceira causa mais frequente de óbito em 2015, diminuiu em 23% quando comparado com o ano de 2000, principalmente pela redução da taxa de mortalidade por homicídios e acidentes de transporte terrestre.

Quanto às causas específicas de morte, as agressões (homicídios) foram as que mais mataram os homens em 2015, seguido por doenças cerebrovasculares e infarto agudo do miocárdio. Entre as mulheres a primeira causa foi doenças cerebrovasculares, depois pneumonia e infarto agudo do miocárdio. ( Veja aqui o relatório)