Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
5/11/13 às 17h44 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde oferece programas para diabéticos em Brazlândia

COMPARTILHAR

Pacientes participam de reuniões mensais

Pacientes cadastrados no Programa de Diabetes do Centro de Saúde 01, de Brazlândia, tiveram nesta terça-feira (05), mais uma reunião mensal para alertar sobre a importância de mudar a alimentação e participar das Práticas Integrativas de Saúde – PIS, para amenizar os sintomas da doença.

“Com pouco tempo de participação nos grupos, os pacientes mostram resultado positivo. Obesos perdem peso, pessoas ansiosas buscam o autocontrole e todos aprendem a importância dos cuidados pessoais para prevenir os agravos”, explica a técnica de enfermagem, Maria Auraci. Segundo ela, o mais difícil nesses pacientes é a aceitação dessa condição e a dificuldade de compartilhar essas informações com a família e os amigos. Muitos apenas exigem a medicação, o glicosímetro – aparelho para medir a glicose – e as fitas, mas se recusam a participar das reuniões mensais.

“O objetivo dos grupos é a prevenção para evitar os agravos e a internação em pronto-socorro”, esclarece o técnico de Enfermagem Moacir Barbosa, veterano em acompanhar grupos de diabetes.

As reuniões ocorrem uma vez por semana, em rodízio de quatro grupos, com 30 participantes cada, em média. Nas reuniões são fornecidos os itens de automonitorização da glicose.

O técnico de enfermagem destaca que a mudança de hábitos não é uma tarefa simples. É preciso perseverar na prática de atividade física, manter a medicação em dia e receber novos conceitos alimentares como o açúcar contido nas frutas, nos sucos naturais e na digestão do arroz e do trigo. Os pacientes mais experientes se tornam facilitadores ao trocar experiências e corrigir os “calouros” com advertências do tipo “você não sabe que não pode?”

Neusa Batista Lopes da Silva está acima do peso e faz acompanhamento no centro de saúde 1 e confessa saber tudo o que não deve fazer para controlar a glicose, mas só se lembra da lição quando está passando mal.

O sacrifício nem seria tanto, segundo a nutricionista Luciane Morgental. “Bom para o diabético é o que é bom para todos, sem abusar da quantidade assim como ninguém deveria abusar”, diz a nutricionista.

Grande parte dos pacientes atendidos no CSBz 1 mora no Entorno.

Onde buscar tratamento: Em todas as regionais, os Centros de Saúde são a porta de entrada para o Programa de Diabetes. Assim que a pessoa perceber alguns sintomas deve marcar consulta com o Clínico Geral que pedirá alguns exames para confirmar. Neste caso, o paciente será imediatamente encaminhado e cadastrado no Programa, onde receberá acompanhamento, orientação nutricional e psicológico, agendamento para consultas especializadas e medicação específica.

A SES também fornece instrumentos para “automonitorização” da glicose – fitas para glicemia capilar, seringas para aplicação de insulina, agulha para caneta de insulina e glicosímetros para casos específicos.

Sintomas: Perda inexplicável de peso, sede exagerada, urinar muito, turvação da visão, fraqueza e desânimo. No diabetes do tipo 2 o paciente pode não apresentar sintomas e o diagnóstico aparecer durante exames laboratoriais de rotina.

Hipoglicemia: quando a glicose no sangue está abaixo de 70 mg/dl o diabético pode apresentar tremores, sensação de fome, sudorese, enjoos, dor de cabeça, tonturas, formigamentos e até alterações da consciência. Acontece devido à omissão ou atraso de refeição, dose excessiva de insulina ou de comprimidos, após exercícios intensos ou prolongados. Em casos de hipoglicemia é necessário fornecer um copo de água com 1 colher de sopa de açúcar, ou 1 copo de suco de laranja ou 3 balas moles, ou 1 copo de refrigerante não diet.

Complicações: Acontecem naqueles pacientes que não levam a sério as mudanças no estilo de vida, não utilizam as medicações corretamente e não fazem a auto-monitorização. Pode ocorrer diminuição da visão, alterações no funcionamento dos rins e alterações dos nervos, principalmente das pernas. Uma das complicações mais visíveis é o “pé diabético” uma situação clínica bastante complexa e que pode atingir não só os pés, mas também os tornozelos, com perda da sensibilidade, úlceras, deformidades, infecções, problemas vasculares periféricos, sendo a principal causa de amputação. Infelizmente, alguns pacientes só procuram ajuda quando as úlceras já estão em estágio avançado.

Por Sheila Perru, da Agência Saúde DF
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580, 91632966 e 81791608