Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
24/02/16 às 21h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Em reunião com secretários de Saúde de todo o Brasil, Gondim defende mudanças de gestão

COMPARTILHAR

Encontro promovido pelo Conass ocorreu nesta quarta-feira (14)

BRASÍLIA (24/2/16) – Reduzir desperdícios, aumentar o faturamento, melhorar o controle das escalas dos profissionais. Estas foram algumas das sugestões defendidas pelo secretário de Saúde do Distrito Federal, Fábio Gondim, no debate sobre Desafios e perspectivas do Sistema Único de Saúde em tempo de crise, durante a primeira Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) de 2016, nesta quarta-feira (24).

Na presença de secretários de Saúde de diversos estados brasileiros, e do presidente do Conass, João Gabbardo, Gondim citou algumas medidas adotadas em sua gestão, que tem contribuído para evitar o desperdício. Entre elas, um maior controle dos lotes e validade dos medicamentos e a atualização do sistema de informática, de modo que o gestor possa acompanhar desde a chegada do medicamento até a dispensação pelo médico.

“Não há como implementar políticas mais refinadas se não conseguirmos gerenciar itens básicos, como fazer a gestão de recursos humanos, estoques e escalas, bem como melhorar o faturamento. Essa é uma bandeira que eu defendo e acredito que deve ser levantada por todas as secretarias de Saúde, porque sei que várias delas passam por problemas semelhantes”, destacou Gondim.

Em resposta, o presidente do Conass disse que será feito um trabalho mais intenso com as secretarias de saúde para discutir mudanças frente à crise no país.

DESAFIOS – Para o consultor do Conass, Vilaça Mendes, que fez uma apresentação sobre os desafios SUS, o atual quadro financeiro leva ao subfinanciamento do segmento, que também precisa de outras intervenções, não apenas a ampliação de recursos.

“No Brasil, do total do orçamento do governo, apenas 7,9% é gasto com saúde, ou seja, nós não colocamos dinheiro para ser gasto em saúde. Também precisamos de uma mudança radical na gestão, que inclui o fortalecimento da atenção primária”, disse.

Para ele, a transferência de verbas do governo federal para os estados em apenas seis blocos de financiamento – atenção básica; atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar; vigilância em saúde; assistência farmacêutica; gestão do sus; e investimentos na rede de serviços de saúde – também causa rigidez na aplicação dos recursos. “Quanto mais liberdade, mais possibilidades se tem para gastar”, finalizou.