Governo do Distrito Federal
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5/11/13 às 11h40 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Engasgamento: primeiro socorros podem salvar vidas

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População conta com orientações por telefone

 

No primeiro semestre de 2013, sete crianças morreram engasgadas no Distrito Federal. Os dados são da Gerência Informação e Análise de Situação da Saúde Secretaria de Saúde. Para evitar problemas como esses, os pais devem estar preparados para realizar os primeiros-socorros e buscar ajuda médica rapidamente.

O cirurgião geral e coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rodrigo Caselli, explica que para identificar se há problemas de asfixia deve-se observar se a criança apresenta dificuldades de respirar, chorar, tossir, sensação de agonia e coloração roxa do lábio. Nestes casos, é importante que os pais liguem para o número 192 do Samu e sigam as instruções de primeiros-socorros informadas pelo médico durante a ligação.

“Crianças pequenas adoram levar objetos estranhos à boca e é comum engasgar ou sufocar. Quando isso ocorrer é indicado que os responsáveis sigam o passo a passo das instruções passadas pelo telefone. O procedimento deve ser realizado até a chegada dos paramédicos que posteriormente levarão o paciente para o hospital”, explica Caselli.

Segundo a coordenadora da Pediatria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Carmem Lívia Martins, a melhor forma de evitar o acidente é a prevenção. Crianças de até quatro anos não devem consumir alimentos como pipoca, amendoim, balas e grandes pedaços de carnes e frutas, além de manusear objetos pequenos.

“Os pais tem que levar em consideração a faixa etária da criança para dar os alimentos e brinquedos. Impedir que menores entrem em contato com moedas, clipes, prendedores de cabelo e pequenos objetos reduz o risco de engasgamento. Caso engulam algo incomum é importante levá-los a um hospital para evitar graves problemas de saúde e até a morte do paciente”, relata Carmem.

No Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) é comum atender crianças que ingeriram corpos estranhos, principalmente as moedas. Em média são atendidos três pacientes por mês na radiologia do hospital. “Realizamos o raio-X para verificar se o objeto está obstruindo as vias aéreas superiores, confirmado o diagnóstico, o paciente é encaminhado para procedimento cirúrgico, caso contrário, a eliminação se da por vias naturais”, comenta o técnico em radiologia do HMIB, Higino Ferreira Filho.

Por Ludmila Mendonça, Agência Saúde DF
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