Governo do Distrito Federal
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28/02/18 às 21h21 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Estratégia Saúde da Família atinge 69,1% de cobertura no DF

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Assistência alcança mais de 2 milhões de habitantes

BRASÍLIA (28/2/18) – A Estratégia Saúde da Família (ESF) atingiu no Distrito Federal a marca de 69,1% de cobertura populacional, um ano após a conversão do modelo tradicional de atenção primária. O percentual equivale a um aumento de 100% do índice registrado no início das mudanças, em janeiro de 2017, quando o DF tinha apenas 34% de cobertura.

Os dados foram apresentados, nesta quarta-feira (14), pelo governador Rodrigo Rollemberg, pelo secretário de Saúde, Humberto Fonseca, e pelo adjunto de Saúde, Daniel Seabra, em coletiva no Palácio do Buriti.

Com a ampliação, a população total assistida pela Estratégia Saúde da Família no DF passou de 1.038.750 para 2.058.750 habitantes.

“São 1 milhão a mais assistidos em um ano de mudança. Essa ampliação significa uma saúde mais organizada, próxima de casa, resolutiva, e as pessoas sentindo no curto, médio e longo prazo os efeitos de uma política de saúde construída para aproveitar melhor o recurso público e dar assistência de qualidade à população”, explicou Humberto Fonseca.

Em janeiro de 2017, o Distrito Federal contava com 277 equipes de saúde da família. Pouco mais de um ano depois, foram criadas mais 272, totalizando, em fevereiro de 2018, 549 equipes, das quais 322 já constam no cadastro do Ministério da Saúde. Cada uma delas é responsável por atender 3.750 usuários, em média.

“Vale destacar que, com as equipes de saúde da família, temos condições de obter mais recursos do Ministério da Saúde. A pasta não financiava nenhuma outra forma de atenção primária que não a Saúde da Família. Então, com essas equipes, nós teremos um aporte relevante de verba para a saúde do DF”, disse Fonseca.

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CONCURSO – Segundo o secretário de Saúde, será publicado em breve um novo edital de concurso público para médicos de família. “Nosso objetivo é chegar a 75% de cobertura. Então, para isso, precisaremos de 47 novas equipes de saúde da família. Para chegar em 70%, precisamos de mais sete médicos de família.

O número total de convocados não está completamente fechado, porque ainda é preciso definir a instituição responsável por aplicar as provas e quais outras especialidades precisarão de reforço de profissionais. A expectativa é que o concurso seja homologado até 6 de julho, data limite da Lei Eleitoral.

MUDANÇA – Fonseca avalia que, com a cobertura maior, é preciso agora uma mudança de atitude por parte da população, que deve ter as Unidades Básicas de Saúde (UBS) como a maior referência para atendimento. “Essa cultura de procurar o hospital existia porque a atenção primária não funcionava. Agora, estamos dando condição para que funcione”, disse.

Na avaliação do governador Rodrigo Rollemberg, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo devido à crise financeira, medidas como a mudança do modelo da atenção primária para ESF contribuirão para melhorar o serviço público de saúde. “As pessoas poderão resolver seus problemas próximo de suas casas, sem precisar se deslocar a hospitais e Unidades de Pronto Atendimento [UPAs]. Isso traz conforto a população e desafoga as emergências”, elogia.

Atualmente, 162 UBSs estão atendendo pelo novo modelo. Ao longo do projeto, foram construídas quatro unidades: uma em Samambaia (entregue em janeiro de 2018), duas em Ceilândia com obras em fase final e outra na Fercal. Outras quatro novas construções de UBS devem iniciar as obras ainda nesse semestre (Planaltina, Ceilândia, Recanto das Emas e Samambaia).

Outra medida do governo foi estender o horário de funcionamento de UBSs com mais de três equipes de saúde da família. Além de funcionarem das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira, inclusive no horário de almoço, elas passaram a abrir aos sábados, das 7h ao meio-dia.

HISTÓRICO – A conversão do modelo de Atenção Primária à Saúde começou em 15 de fevereiro de 2017, com a publicação das portarias 77 e 78, que estabelecem a Política de Atenção Primária à Saúde do DF e disciplinam o processo de conversão da Atenção Primária ao modelo da Estratégia Saúde da Família, respectivamente.

A partir de então, houve capacitação de profissionais, novas contratações e formação de equipes. Gradativamente, as unidades passaram a funcionar com o novo modelo de assistência, com equipes compostas por técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, enfermeiros, médicos de família e comunidade e, em muitos casos, profissionais de saúde bucal. Também foram adquiridos diversos insumos e 6,3 mil novos equipamentos – a maior parte já em uso nas unidades 

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APS