Governo do Distrito Federal
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1/04/14 às 14h53 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Falta de higiene pode causar infecção urinária em criança

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Mais frequente em meninas, até 20 vezes mais que em meninos

A Infecção Urinaria é comum em crianças, mas pode ser combatida com mudanças simples nos hábitos de higiene e também na alimentação. Segundo a coordenadora de saúde da regional de Planaltina e pediatra, Mônica Rocha Rodrigues, a infecção é mais frequente em meninas, até 20 vezes mais que em meninos.

Para a pediatra isso se deve a anatomia da uretra, “o meato urinário está localizado perto do ânus e o comprimento da uretra é menor do que no sexo masculino, o que facilita o acesso das bactérias ou dos fungos à bexiga”, explica.

A Infecção urinária é definida pela presença de micro-organismos na urina em qualquer parte do aparelho urinário. E se multiplicam no trato urinário, afetando principalmente a uretra, canal que escoa o xixi, a bexiga, responsável por armazená-lo, e os rins. O problema recebe nomes diferentes dependendo do órgão que atinge: uretrite, cistite ou pielonefrite, respectivamente.

As principais responsáveis pela doença são bactérias que vêm do intestino por meio das fezes – especialmente a Escherichia coli, que está por trás de 85% a 90% dos episódios. Mas alguns fungos e vírus também podem desencadeá-la, em casos mais raros.

A pediatra Mônica Rocha Rodrigues cita os principais sintomas e como evitar:

Nos recém-nascidos – geralmente é decorrente da gestação, em que a mãe é portadora do micro-organismo ou a criança apresenta uma má formação congênita. Os principais sintomas são: febre, constipação, icterícia.

Lactantes (28 dias até um ano) – dificuldades de ganhar peso, constipação, falta de apetite, vômito, irritabilidade, choro constante, especialmente ligado ao momento de urinar, cor e cheiro da urina e febre sem razão aparente.

Pré – escolar – febre, urgência em urinar, cor e cheiro, dor ao urinar e em alguns casos sangue na urina. Dores no abdômen, nas costas.

Como evitar:

– Acompanhamento ao pediatra rotineiramente, independente da criança apresentar alguma doença.

– Dê muito líquido à criança. Além de manter o trato urinário em constante atividade, os líquidos ajudam a evitar a prisão de ventre, que pode colaborar para que haja infecções.
– Também para evitar a prisão de ventre, ofereça bastante fibras, como frutas, verduras e grãos integrais.
– Incentive a criança a urinar com frequência, mais ou menos a cada três horas.
– No caso de meninas, sempre limpe a área da frente para trás, quando estiver trocando a fralda ou com o papel higiênico, para não levar bactérias para a vagina. Evite também o uso de sabonetes muito fortes ou calcinhas de tecido sintético que irritem a vagina.

A pediatra chama à atenção, “a infecção urinária pode ser muitas vezes uma doença silenciosa, mas que causa grande incômodo e, se não for tratada, pode gerar problemas mais graves”, disse.

Ela completa dizendo que “é importante a mãe realizar o acompanhamento do seu filho no centro de saúde. Somente em casos mais graves o pediatra encaminha para o hospital”, afirma.

O tratamento da infecção vai variar de acordo com a idade da criança, grau da infecção e tipo de bactéria. E é confirmada por meio de um exame de urina. Algumas horas depois da coleta, o médico já consegue saber se há ou não contaminação. Mas é preciso um exame mais detalhado para saber o tipo de micro-organismo. E a ecografia para investigar se houve comprometimento dos rins.

Por Tatiane Gomes, da Agência Saúde DF
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