Governo do Distrito Federal
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15/07/21 às 16h13 - Atualizado em 15/07/21 às 17h09

GDF faz mutirão para aplicação da segunda dose contra a covid

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Até esta sexta-feira (16), todos os pontos de vacinação da capital estão em alerta; não haverá antecipação de doses

 

JOHNNY BRAGA, LÍVIA DAVANZO, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Quem recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca em abril ou da CoronaVac em junho deve voltar aos pontos de vacinação em julho para completar o esquema vacinal contra a covid-19. A procura pela dose de reforço do imunizante foi baixa nos primeiros dias do mês e, para alcançar esse público, a Secretaria de Saúde promove um esquema de mutirão para reforçar a importância da segunda dose.

 

Vacina AstraZeneca corresponde a maior parte das doses de reforço que serão aplicadas em julho – Foto: Breno Esaki/Ag. Saúde-DF

Todos os pontos de vacinação estarão abertos para receber esse público. Basta levar o cartão de vacina que tem indicada a data da aplicação da dose de reforço. Vale ressaltar que a ação não se trata de uma antecipação de doses. É para vacinar quem perdeu a data e quem deve ser vacinado nos próximos dias.

 

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, recomenda a procura pela vacina. “Peço que observem no cartãozinho de vacinação se já chegou a sua data. Desta forma você poderá procurar uma base de vacinação para efetuar sua imunização”, afirma o secretário que destaca a necessidade de completar o esquema vacinal. “A segunda dose é muito importante porque ela imuniza. É muito segura pois todos estudos clínicos foram realizados por cada fabricante de vacina e, dessa forma, não há qualquer risco que as pessoas que tomem vacina tenham qualquer tipo de complicação”.

 

Cerca de 14 mil pessoas devem voltar aos pontos de vacinação entre quinta e sexta-feira, conforme a programação da diretoria de Vigilância Epidemiológica. A Secretaria de Saúde também orienta que aqueles que deveriam ter recebido a segunda dose desde o primeiro dia do mês também compareçam aos pontos nesses dois dias.

 

Importância da D2

 

Até o final do mês de julho, a Secretaria de Saúde espera vacinar 224.946 mil pessoas com a segunda dose das vacinas CoronaVac e AstraZeneca. O cenário de baixa procura dos últimos dias preocupa tendo em vista que é preciso completar o ciclo vacinal para aumentar a eficácia dos imunizantes que são administrados em duas doses.

 

Maria da Glória completou o ciclo vacinal e revela que estava ansiosa para receber a segunda dose – Foto: Breno Esaki/Ag. Saúde-DF

 

“É de fundamental importância que estejamos imunizados e não apenas vacinados com a primeira dose. Assim, para que se esteja imunizado é essencial o retorno para tomar a segunda dose da vacina e finalizar o ciclo”, pontua a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua.

 

Beviláqua reforça ainda a necessidade de, mesmo com a vacina, manter os cuidados preventivos, como o uso de máscara, higienização constante das mãos e distanciamento social. “Lembramos que o atraso da segunda dose pode contribuir com um novo aumento da taxa de internação hospitalar”, alerta.

 

Para muitos, a chegada do dia de finalizar a imunização é sinônimo de alegria e alívio. Valéria Dutra, de 44 anos, tomou na última quinta-feira (8), na Unidade Básica de Saúde 1 (UBS) da Asa Sul, a segunda dose da AstraZeneca. Feliz, ela conta que enquanto aguardava sua vez na fila, pôde perceber a sensação de alívio que as pessoas próximas sentiam ao deixar o local. “E é assim que estou me sentindo: aliviada, realizada, mais tranquila”, comemora.

 

Maria da Glória Amaral de Castro, 65 anos, também completou o ciclo vacinal na quinta-feira e revela que estava ansiosa para receber a segunda dose. “Tomou a primeira, tem que tomar a segunda”, enfatiza. Ela ainda deixa um recado para a população: “temos que fazer nossa parte, tomar a vacina e continuar com os cuidados necessários”, indica.

 

Rafael Gonçalves Costa, 38 anos, tem esclerose múltipla e tomar a segunda dose significou esperança. “É importante tomar a vacina, pois tantas pessoas foram afetadas e não conseguiram suportar. Então ter essa chance traz esperança e uma alegria de ter sido contemplado”, diz.

 

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO

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