Governo do Distrito Federal
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19/09/13 às 17h43 - Atualizado em 30/10/18 às 15h07

GDF lança plano de prevenção à dengue

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Diversos setores atuarão juntos para reforçar o combate à doença

O plano de prevenção à dengue 2013-2014, lançado na manhã desta quinta-feira (19), no Palácio do Buriti pretende mobilizar toda a população do Distrito Federal no combate à doença. A ação envolve diversos setores do governo local e inclui campanha de informação nos meios de comunicação, medidas preventivas e assistência.

“Vamos mobilizar toda a população e promover ações preventivas para combater a dengue. Queremos evitar que as pessoas adoeçam. Se isso acontecer, vamos fazer o diagnostico rápido e dar ao paciente o melhor tratamento”, enfatizou o governador Agnelo Queiroz ao lançar o plano.

A medida, segundo o governador, tem início num momento adequado porque o período da chuva está chegando. O esforço em combater a doença, para Agnelo, é o que diferencia o DF das demais unidades da federação. “Nosso programa de prevenção à dengue é exemplo para o resto do país”, ressaltou.

Para o secretario de Saúde, Rafael Barbosa, o objetivo da ação é reduzir o número de casos de dengue e evitar que o Distrito Federal enfrente uma epidemia da doença no próximo verão, como ocorreu em vários estados próximos à capital federal este ano.

Ele destacou ainda a importância de parceria firmada com a Secretaria de Educação. Rafael Barbosa e o secretario de Educação, Marcelo Aguiar assinaram portaria estabelecendo as diretrizes pedagógicas para uma ação conjunta que vai inserir o tema “dengue” nas atividades curriculares dos estudantes da rede pública.
Durante o lançamento, o Grupo de Teatro da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde fez uma apresentação alertando para os riscos da dengue.

O Plano Distrital de Comunicação e Manejo Ambiental – Prevenção à Dengue 2013/2014 vai oferecer informação à sociedade sobre a dengue por meio dos veículos de comunicação de massa e das ferramentas de divulgação do GDF. A campanha é direcionada a toda a população do DF e destaca que “todos os cidadãos têm responsabilidade no combate à dengue. Todos podem ser um agente na luta contra a doença”.

O Plano também prevê a realização de levantamentos para identificar as áreas de infestação do mosquito transmissor da dengue e intensificação das ações de bloqueio, envolvendo inspeção e manejo e de transmissão da doença nas áreas mapeadas.

A ação coordenada pela Secretaria de Saúde, por meio das subsecretarias e coordenações, envolve também a Secretaria de Meio Ambiente; Coordenadoria das Cidades (Secretaria da Casa Civil), Novacap, Serviço de Limpeza Urbana, Caesb, Receita Federal, os sindicatos dos Bares, Hotéis e Restaurantes, e da Indústria da Panificação, Associação Brasileira dos Supermercados, Federação do Comércio, Associação das Distribuidoras de Automóveis do DF, Associação de Rádios Comunitárias do DF e todos os shoppings centers.

Ações previstas
As ações previstas serão desenvolvidas em três eixos: informação, prevenção e manejo e assistência. As medidas do primeiro eixo envolvem anúncio em jornal, distribuição de folders e cartazes, uso de mídia alternativa (site e carros adesivados com a frase “Você também pode combater a dengue) e a veiculação de jingle de 30 segundos em emissoras de rádio e TV. Em ritmo de forró, a música alerta donas de casa, crianças, adultos, professores e outros profissionais que, contra a dengue todo mundo é um agente de saúde e combater a doença é dever de todos.

A campanha lembra que é hora de todo mundo combater a dengue com medidas simples como colocar areia nos pratinhos dos vasos de planta, fechar caixas d’água, tonéis e qualquer lugar que acumule água.

Um dos pontos de destaque do Plano Distrital é a distribuição de kits educativos a 100 mil alunos do ensino fundamental, entre oito e 11 anos que estudam em escolas situadas em regiões com maior incidência de dengue. Com o material – composto por cartilha educativa, folder, adesivo, passatempo, imã de geladeira com foto quebra-cabeça e certificado – esses agentes mirins poderão fazer um trabalho preventivo junto à sua comunidade.

A SES capacitou alunos, entre 18 e 29 anos, que atuam como agentes de mobilização ambiental na Secretaria de Educação e estudantes do Centro de Ensino Profissionalizante em Saúde de Planaltina. Nos próximos dias, o grupo vai visitar as escolas e repassar as informações sobre a doença e sua forma de prevenção e controle aos alunos do ensino fundamental, que serão futuros “agentes mirins”.

A ideia da SES é estimular esses “agentes da dengue”, juntamente com os agentes mirins, a propor ações preventivas em escolas de suas comunidades. As instituições de ensino cujos estudantes desenvolverem os melhores projetos serão premiadas com equipamentos eletrônicos doados pela Receita Federal.
A parte de prevenção e manejo inclui mapeamento das regiões administrativas do DF, visitas domiciliares, ações nas escolas e regiões próximas, mutirão de coleta de inservíveis, e coleta de denúncias da população. O eixo de assistência envolve exames rápidos de diagnóstico da dengue; tratamento e internação, quando necessários e montagem de hospital de campanha, se for necessário.

Vigilância ambiental
A Dival tem atualmente 441 agentes de campo e 26 servidores na equipe especial; 61 que atuam internamente como apoio administrativo e 28 profissionais em laboratório, sendo todos voltados aos trabalhos de controles de vetores. São desenvolvidas atividades em 741 pontos estratégicos cadastrados, visitas de casa a casa, bloqueios e outras atividades.

Para reforçar as equipes, a SES pretende contratar 460 agentes de Vigilância Sanitária, informa o coordenador Institucional e Social da Dengue no DF, Aroldo Brito Pereira.

Entre as ações específicas propostas pelo Plano de prevenção da dengue estão a realização de visitas domiciliares para levantamento de índice de infestação predial (IIP), eliminação mecânica de focos e tratamento, quando necessário, o manejo ambiental em todas as Regiões Administrativas.

Também consta a eliminação ou controle de focos de transmissão de doença, a intensificação da mobilização social e institucional para fortalecer a prevenção, a capacitação de profissionais de saúde e colaboradores, assistência e vigilância epidemiológica de casos suspeitos e o fortalecimento da capacidade logística e operacional da vigilância ambiental.

Celi Gomes