Governo do Distrito Federal
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19/04/16 às 17h40 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Hospitais públicos e privados do DF discutem a resistência bacteriana

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Encontro teve como foco a prevenção à infeção hospitalar e é uma preparação para o dia mundial da Higiene das Mãos, em 5 de maio

BRASÍLIA (19/4/16) – Com foco na prevenção de casos de infecção hospitalar causados por bactérias multirresistentes aos antibióticos, aproximadamente 150 representantes de todos os hospitais do Distrito Federal participaram do “1º Encontro – Segurança do paciente e controle de infecção relacionada à assistência”. O evento, aconteceu nesta terça-feira (19), no Auditório do Hospital Materno Infantil (HMIB), e é uma preparação para o Dia Mundial da Higiene das Mãos, em 5 de maio.

Com o tema “Aspectos comportamentais e mediação de conflitos na promoção da segurança do paciente”, o encontro contou com a participação de médicos, enfermeiros, técnicos, infectologistas e diversos outros profissionais que atuam na linha de frente de cuidados com os pacientes.

“O mundo inteiro está preocupado com a resistência bacteriana. Não há antibióticos novos para combater as bactérias, que desenvolvem resistência para os medicamentos. Além disso, a indústria reduziu brutalmente o lançamento de novos antibióticos. Esse é um problema mundial”, disse a infectologista do Hospital de Base e palestrante no encontro, Maria de Lourdes Worish, que reforçou que a lavagem das mãos é uma das principais formas de evitar a contaminação.

INTEGRAÇÃO – A coordenadora do evento e gerente de Riscos da Vigilância Sanitária do DF, Fabiana Mendes, explicou que os profissionais que estão sendo treinados fazem parte de dois serviços: controle de infecção e cuidados com o paciente.

“Nós queremos a integração desses profissionais que trabalham na promoção da segurança do paciente e controle de infecção, que atuam com o único objetivo de evitar que os pacientes tenham qualquer evento adverso durante a sua assistência”, disse.

Segundo ela, o foco do controle de infecção é evitar a contaminação hospitalar, com a higienização correta das mãos, que é um dos tópicos para a promoção da segurança do paciente. Por isso, as duas áreas devem atuar conjuntamente.

HIGIENE DE MÃOS – Para manter a limpeza das mãos, os profissionais de saúde devem desprezar o uso de acessórios, como anéis, pulseiras e relógios, que podem acumular bactérias. Se a mão estiver visivelmente limpa, o ideal é usar uma substância alcoólica para fazer a higiene, de forma que o produto atinja toda a superfície superior e inferior do membro, sem esquecer a ponta dos dedos, os polegares e punhos. Em casos em que a mão esteja visivelmente suja, é necessário lavar com água e sabão líquido.

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