Governo do Distrito Federal
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2/01/18 às 18h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Hospital do Guará produz 70 fórmulas enterais por dia

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Dietas especiais são administradas em pacientes com dificuldade de se alimentar

BRASÍLIA (2/1/18) – Considerada de extrema importância para a recuperação dos pacientes com comorbidades – presença ou associação de duas ou mais patologias na mesma pessoa, aproximadamente 70 dietas enterais são produzidas por dia no Laboratório de Enteral do Hospital Regional do Guará. A alimentação é prescrita aos pacientes que não conseguem se alimentar normalmente por via oral por possuírem dificuldades físicas ou devido a patologias.

A chefe do Núcleo de Nutrição e Dietética do Hospital do Guará, Rosimary Caldas, explica que a dieta oferece todos os nutrientes necessários. “A administração da dieta enteral é feita via sonda, que passa pelo nariz e vai até o intestino, ou gastrostomia, cirurgia de fístula gástrica para introdução de alimentos, entre outros procedimentos”, explicou.

No laboratório, uma lactarista fica à disposição 24 horas para preparar, em média, 70 dietas enterais. “Para manter a qualidade dos alimentos, os cuidados passam pela preparação até o momento de servir ao paciente. A lactarista cumpre orientações como parametrização, higienização, checagem de rótulo e prazo de validade”, disse Rosimary.

Para a chefe do Núcleo de Nutrição e Dietética do Hospital do Guará, Rosimary Caldas, a administração da dieta enteral é feita via sonda, que passa pelo nariz e vai até o intestino, ou gastrostomia, cirurgia de fístula gástrica para introdução de alimentos, entre outros procedimentos

A refeição enteral é produzida sete vezes por dia e de cada refeição são retirados 100 mililitros de amostra, mantidos refrigerados por 72 horas para que, no caso de evento adverso com pacientes, seja possível fazer as análises para verificar possíveis casos de contaminação.

Por três anos consecutivos, o laboratório recebe nota máxima pela qualidade dos serviços oferecidos pelo Núcleo de Controle de Infecção do hospital. A enfermeira do Núcleo do Controle de Infecção, Eulina Maria do Nascimento, explica que uma auditoria do controle de qualidade é feita duas vezes ao ano para verificar os protocolos adotados e, principalmente, a situação microbiológica.

“O paciente que usa alimentação enteral já tem comorbidades, por isso, quanto mais cuidarmos dele e não houver riscos mais rapidamente ele será recuperado. Temos que evitar ocorrências como infecção intestinal devido ao uso da alimentação interal”, explicou Eulina.

O laboratório possui licença sanitária, documento emitido em razão do cumprimento de todos os requisitos para funcionamento. Entre os critérios estão estrutura física adequada, manual de nutrição enteral que descreve todos os procedimentos adotados de acordo com a legislação vigente. “Não temos ocorrência de contaminação desses alimentos, o que comprova a qualidade do serviço”, finalizou Rosimary.

No laboratório, também são produzidas fórmulas lácteas – mingaus e leites – distribuídas para as crianças da clínica pediátrica. Por dia, são distribuídas, em média, 60 tipos de fórmulas lácteas. 

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