Governo do Distrito Federal
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12/08/16 às 18h13 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

HRSM realiza palestra sobre infecção hospitalar

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Evento foi direcionado aos profissionais da área da saúde

BRASÍLIA (11/08/16) – De acordo com o Instituto Global Sepsis Alliance (GSA), o Brasil é um dos líderes na lista dos países que menos sabem o que é a Sepse, popularmente conhecida como infecção hospitalar. Em uma pesquisa realizada pelo GSA, verificou-se que 93% da população brasileira desconhece a doença.

Segundo a médica intensivista e coordenadora do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), Flávia Machado, estimativas apontam que este problema de saúde mata cerca de seis milhões de pessoas por ano no mundo todo. No Brasil, cerca de 600 mil casos, em média, são notificados, sendo que, desse montante, 300 mil levam ao óbito.

Como forma de mudar e alertar para a taxa de incidência e mortalidade por sepse no país, o Hospital Regional de Santa Maria em parceria com a empresa Intensicare ofereceram, na tarde desta sexta-feira (11), uma palestra sobre “Panorama e Protocolos da Sepse no Brasil” direcionada à comunidade médica e demais profissionais de saúde.

“Trata-se de um tema muito importante e que precisa ser falado, porque a sepse é a principal causa de mortalidade nos hospitais. No Brasil, nada mata tanto quanto a sepse. Mas, principalmente, porque é uma doença negligenciada. As pessoas não têm noção do quanto é grave e do quanto é possível reduzir a mortalidade de maneiras muito simples e baratas se fizermos uma detecção precoce dos pacientes dentro dos hospitais”, afirma Flávia.

O QUE É – Flávia explica que a sepse é um fenômeno que acontece no organismo humano quando há uma infecção e o corpo responde de maneira inadequada.

“A resposta do nosso organismo faz com que nossos órgãos não funcionem direito. Então, o paciente pode, por exemplo, ficar com o coração e pulmão comprometidos, ter falta de ar, a circulação do sangue pode ser afetada, apresentar tonteira porque a pressão está baixa, o rim não funciona direito e pode haver uma diminuição da quantidade de urina”, esclarece.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO – A coordenadora do ILAS diz que é possível prevenir a sepse com medidas efetivas de controle de infecção no hospital. “Basta atentar para algumas atitudes, como a correta lavagem das mãos por parte dos profissionais de saúde e o cuidado com o material de uso nos pacientes”, revela Flávia.

Quanto ao tratamento, recomenda-se além de medicar o paciente com antibiótico, normalmente, na primeira hora que ele doente chega ao hospital, também é necessária a introdução de líquidos na veia, como soro, para que a pressão e a capacidade do sangue de distribuir oxigênio pelos tecidos volte ao normal.

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