Governo do Distrito Federal
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16/01/18 às 14h26 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Incidência de conjuntivite aumenta no verão

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Oftalmologista da Saúde dá dicas e explica as formas de contágio da doença

BRASÍLIA (16/1/18) – Olhos vermelhos, presença de secreção aquosa ou amarelada (purulenta) e inchaço nas pálpebras e conjuntiva – membrana que recobre a superfície interna das pálpebras – são os principais sinais do desenvolvimento da conjuntivite. A inflamação é contagiosa e, para prevenir a doença, é necessário seguir alguns cuidados.

A recomendação é do Responsável Técnico Distrital de Oftalmologia da Secretaria de Saúde, Cassiano Rodrigues Isaac, em razão ao aumento de casos registrado nas emergências dos hospitais públicos do DF e, principalmente, pelo grande aumento de casos em Caldas Novas (GO), região vizinha do Distrito Federal muito visitada pelos brasilienses.

“Este aumento parece ser maior do que o observado no verão de outros anos, mas não há a computação dos dados históricos (por não exigir notificação compulsória) para fazer uma relação real desse aumento”, explicou o oftalmologista.

Segundo ele, ao entrar no consultório, os pacientes indicam como sintomas: coceira ocular, sensação de areia nos olhos e, em alguns casos, dor ocular. “Nas conjuntivites virais, também pode haver sangramento na conjuntiva e embaçamento visual importante”, destacou o oftalmologista.

TRANSMISSÃO – Há vários tipos de conjuntivites, entre elas, as virais e bacterianas, que são contagiosas. Elas são transmitidas por contato direto entre as pessoas, como beijos no rosto e aperto de mãos.

Assim que a pessoa contaminada transfere o agente patogênico para o indivíduo saudável, este pode coçar o olho com a mão suja e iniciar infecção. Já o contágio indireto pode ocorrer por maçanetas de portas, corrimãos da escada, toalhas e água de piscina, principalmente, quando não tratada corretamente, ou seja, com pouco cloro.

“Águas mornas e com pouco cloro são um bom veículo para transmissão das conjuntivites virais e bacterianas. Apesar de notar um aumento do número de casos nos últimos dias, não tenho dados suficientes para fazer a relação deste aumento com a visita de férias à Caldas Novas”, enfatizou.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – O profissional recomenda que a pessoa procure o médico na ocorrência de olho vermelho, com presença de irritação e secreção ocular. As unidades que possuem pronto-socorro de oftalmologia são o Instituto Hospital de Base e os hospitais regionais de Taguatinga e da Asa Norte.

“Geralmente, o diagnóstico é clínico, feito por um médico após avaliar o paciente. Na maioria das vezes não é necessário solicitação de exames para confirmação do diagnóstico”, explicou Cassiano, ao lembrar que a doença pode atingir qualquer pessoa, mas é mais comum em crianças pelo menor cuidado de limpeza com as mãos e menor resistência às infecções.

O tratamento depende do tipo de conjuntivite. Se bacteriana, são prescritos antibióticos. Nos casos virais, há o uso de medicamentos sintomáticos enquanto o organismo desenvolve produção de anticorpos para eliminação dos vírus.

“Quando existem complicações, medicações específicas para determinadas complicações são usadas, e algumas vezes, são necessários raspados de conjuntiva. Nas alérgicas geralmente se usam medicações antialérgicas”, disse o oftalmologista.

Caso a conjuntivite não seja tratada adequadamente, os casos mais graves podem evoluir para infecção da córnea e se transformar em úlcera de córnea. Também pode provocar infiltrados corneanos com baixa visão de difícil tratamento. Por fim, a falta de tratamento causa a maior disseminação da doença, que é transmissível pelos portadores.

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