Governo do Distrito Federal
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17/04/17 às 13h00 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Maior oferta de exame de sífilis eleva número de casos

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Em 2016, foram notificadas 1.288 novas ocorrências

BRASÍLIA (17/4/17) – Com a maior oferta de testes para diagnóstico precoce de sífilis nas unidades de saúde da rede, a detecção da doença na população do Distrito Federal aumentou desde o ano passado. De acordo o Boletim Epidemiológico de Sífilis, em 2016 foram notificados 1.288 novos casos. Destes, 937 ocorrências foram em homens e 351 em mulheres, o que faz a doença ter sido mais prevalente no sexo masculino. Em ambos os gêneros, a faixa etária que mais apresenta notificações é a de 20 a 29 anos.

Segundo Sérgio D'Ávila, da Gerência de Doenças Sexualmente Transmissíveis da pasta, desde 2016 a unidade tem focado na ampliação do diagnóstico precoce dessa DST nas sete Regiões de Saúde da capital. “Mesmo sendo uma doença de transmissão sexual antiga, a sífilis ainda é considerada um tabu. Por isso, muitas pessoas ainda não sabem identificar os sintomas e, como consequência, não buscam ajuda”, explica.

A realização do exame é essencial para que o paciente receba o tratamento adequado o mais rápido possível. A contaminação da Doença Sexualmente Transmissível (DST) ocorre pela bactéria Treponema pallidum. D'Ávila ressalta que o objetivo da rede é promover o crescimento da capacidade de acolher a demanda do usuário da saúde pública, respeitando as diferenças e as diversidades de cada um.

TRATAMENTO – A Secretaria de Saúde oferece o tratamento completo com penicilina às pessoas diagnosticadas com a doença. Desta forma, os pacientes fazem uso do medicamento pelo período de 30 dias e recebem acompanhamento médico ininterrupto.

Sérgio destaca que o método é simples, mas que os resultados positivos da terapia estão diretamente ligados à procura pelo diagnóstico. A detecção é feita nas unidades de Atenção Primária da rede.