Governo do Distrito Federal
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16/08/16 às 14h23 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Maioria da população aprova parceria com Organizações Sociais na Saúde

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Pesquisa feita pelo Instituto Paraná mostra que 56,9% dos brasilienses apoiam proposta contida no programa Brasília Saudável

BRASÍLIA (16/8/16) – O programa Brasília Saudável pretende transformar a saúde de Brasília, tornando a atenção primária com Estratégia de Saúde da Família a principal porta de entrada do cidadão no sistema. Para tanto, o programa propõe, de forma complementar, a parceria com Organizações Sociais nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal e na atenção primária da Ceilândia, maior cidade de Brasília e região hoje de maior vazio assistencial.

Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná a pedido do site de notícias Metrópoles demonstra que a população de Brasília entendeu e aprova o programa proposto pela saúde. De acordo com a pesquisa, nada menos que 56,9% dos entrevistados são favoráveis à proposta de parceria com Organizações Sociais na saúde. O percentual dos que se disseram contrários foi 37,9%, e 5,2% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 8 de agosto, e ouviu 1.301 pessoas. A margem de erro foi três pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiabilidade é de 95%, o que significa dizer que se o levantamento fosse feito 100 vezes, os resultados seriam os mesmos em 95 vezes.

“A parceria com Organizações Sociais representa a busca da modernização da gestão pública na saúde”, explica o secretário de Saúde, Humberto Fonseca. “Permite que se apliquem princípios consagrados de administração privada tornando o Estado mais leve e ágil. Como lidamos com a vida humana, o tempo da saúde é diferente do de qualquer outra atividade. Os problemas da saúde precisam ser resolvidos em horas ou minutos, e não em semanas ou meses”, continua.

Humberto lembra que a Constituição e as leis dão hoje ao Estado ferramentas de gestão mais modernas, e a parceria com Organizações Sociais é uma delas. Isso ficou consagrado no julgamento da ADIN 1923 pelo Supremo Tribunal Federal, decisão ratificada na semana passada por posicionamento do Tribunal de Contas da União. As parcerias com Organizações Sociais já vêm sendo usadas com sucesso em vários Estados e Municípios. Em Brasília, é o modelo, com grande grau de satisfação e aprovação tanto de usuários quanto de servidores, do Hospital da Criança.

“É bom lembrar que, no caso do projeto Brasília Saudável, o que estamos propondo é o uso complementar dessas parcerias, para gerir as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que foram criadas sem pessoal próprio, e a atenção primária, com estratégia de saúde da família, na Ceilândia, uma região de vazio assistencial. Com todas as diretrizes definidas pelo Governo e com todos os mecanismos de fiscalização do Estado, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. A convivência das parcerias com o modelo de administração direta, que vai prevalecer na maioria da saúde, será benéfica para ambos”, conclui Humberto Fonseca.