Governo do Distrito Federal
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31/10/13 às 14h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

Rede pública oferece tratamento para mau hálito

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Cerca de 30% da população pode apresentar o problema

 

Você já se deparou com uma pessoa com mau hálito? Pois saiba que esse problema é mais comum do que se imagina. O distúrbio, que pode causar sérios constrangimentos, afeta aproximadamente 30% da população brasileira, cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose não é necessariamente uma doença, mas um sintoma indicativo de um desequilíbrio no organismo. Por isso, é fundamental diagnosticar a causa do odor desagradável na cavidade oral, para iniciar o tratamento.  

Existem aproximadamente 60 causas distintas para o mau hálito. Cerca de 90% dos casos tem origem na boca. As principais causas, conforme explica o coordenador de Odontologia da Secretaria de Saúde, Sérgio Mata, são de origem gástrica ou relacionada à má higiene oral que tem como consequência a cárie dentária, doença periodontal que inclui a gengivite (inflamação na gengiva). Também pode estar vinculada à menor produção de saliva, que ocorre principalmente durante o sono, por isso, o odor matinal.

A presença de saburra lingual – uma placa bacteriana esbranquiçada, amarelada ou amarronzada, que se forma no fundo da língua; alterações sistêmicas como amidalites, sinusites além do consumo excessivo de álcool, do ressecamento da boca decorrente de jejum prolongado, da exposição ao ar condicionado, estresse, desidratação e do uso de certos medicamentos também podem causar a halitose.

Tratamento

Como a maioria das causas está relacionada à cavidade bucal, o profissional mais indicado para tratar o mau hálito é o odontólogo. “O paciente deve procurar um odontólogo para fazer o diagnóstico. Se a causa da halitose for bucal, ele fará o acompanhamento. Se tiver outra origem, vai indicar outro profissional para tratar o problema”, explica o coordenador de Odontologia da Secretaria de Saúde, Sérgio Mata.

Para evitar o mau hálito ou minimizar o problema, os especialistas fazem algumas recomendações. Beber bastante água, pelo menos dois litros por dia, para manter a boca sempre umedecida; evitar permanecer muitas horas sem alimentar-se, pois o jejum prolongado favorece o aparecimento da halitose; Fazer higiene bucal cuidadosa – quando escovar os dentes, use também o fio dental e passe a escova com delicadeza especialmente na região posterior da língua.

Como a origem também pode ser sistêmica é importante conferir se os níveis de glicemia (glicose no sangue) estão dentro da normalidade e se o funcionamento do estômago, rins e intestinos não apresentam nenhuma alteração.

A halitose geralmente não é percebida pelos portadores do distúrbio o que pode provocar situações constrangedoras envolvendo as pessoas que se relacionam com eles. A maioria não tem coragem de alertar sobre o problema. “Desisti de um namoro quando percebi que o garoto tinha um hálito desagradável”, conta a nutricionista Jaqueline Carvalho.

Mas existem exceções. “Quando noto alguém com mau hálito, eu aviso. Acho que estou prestando um favor à pessoa”, diz o servidor público Marcos Ferreira. Para quem não tem essa coragem, a Associação Brasileira de Halitose oferece um serviço em seu site (www.abha.org.br) que pode ajudar. Por meio de e-mail, ou carta, um alerta sobre o problema é enviado para a pessoa com o problema. A correspondência também inclui texto explicativo com as origens do mau hálito e como tratá-lo. A identidade de quem solicitou o serviço é mantida sob sigilo.

Celi Gomes