Governo do Distrito Federal
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24/08/16 às 17h55 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Mestrado Profissional da ESCS recebe especialista em parto humanizado

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Palestra foi oportunidade de conhecer a legislação do parto humanizado no DF

BRASÍLIA (24/08/16) – A Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) recebeu, nesta segunda-feira (22), a médica e professora da Universidade de Brasília (UnB) Daphne Rattner. Ela é especialista em Saúde da Mulher e da Criança e presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa).

A visita à instituição se deu a partir da iniciativa da professora da ESCS, Maria Liz Cunha de Oliveira, juntamente com os mestrandos da disciplina “Uma visão interdisciplinar sobre o parto” do Mestrado Profissional em Ciências para a Saúde 2016 (MPCS).

“Vivemos uma lógica de produtividade e racionalidade cultivada desde o século passado, no entanto, é necessária outra abordagem para a área da saúde que cuida de vida humana. A humanização é a resposta para essa visão, temos que atentar para a singularidade. No caso do parto, a experiência tem que ser acolhedora e amorosa. Esse processo de cuidado tem que ser repensado à luz de uma rica experiência humana para todos os envolvidos, inclusive para o profissional”, declarou Daphne.

A especialista ressaltou que cada parto é único e este processo não pode ser mecanizado. “Para a mulher, mesmo que ela tenha tido outro filho, a experiência é única e para o bebê também, porque ele só nasce uma vez”, citou.

DISCIPLINA – A professora da ESCS, Maria Liz, diz que é importante que os mestrandos, que atuam na área da saúde, conheçam a Lei Distrital nº 5.534/15, que institui o Estatuto do Parto Humanizado no DF.

“A disciplina tem o objetivo de debater sobre a convivência entre os diferentes profissionais nas atividades do serviço obstétrico como no caso do parto, ressaltando que essa convivência pode acontecer sem conflitos, com respeito ao conhecimento de cada profissional em prol do acolhimento do casal grávido. Ademais, a disciplina trata a questão do respeito pela escolha da mulher em ter um parto normal/natural ou uma cesárea. Mas, fundamentalmente, aborda a humanização na atenção à gestante”, afirmou.