Governo do Distrito Federal
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7/03/17 às 11h11 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Ministério da Saúde altera vacinação 2017

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Alterações já são válidas desde janeiro deste ano

BRASÍLIA (7/3/17) – Para 2017, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), realizou algumas mudanças no Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, o calendário deste ano traz alterações para as vacinas contra HPV, meningite, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, difteria, tétano, coqueluche e hepatite A.

De acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Olga Maíra Rodrigues, as mudanças foram implementadas no calendário da Secretaria de Saúde a partir de janeiro e ampliam o acesso aos adultos e modificam os critérios para as crianças.

“As modificações têm o objetivo de aumentar o número de pessoas imunizadas, além de reduzir a incidência das doenças que podem ser prevenidas por meio de vacinas, também chamadas de agravos imunopreveníveis”, esclarece.

MUDANÇAS – Em relação à vacina contra o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV, a partir deste ano ela passou a ser ofertada também para a população masculina de 12 a 13 anos e, para as meninas, permanece de nove a 14 anos. Em ambos os sexos, a prevenção se dá por meio de duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre elas.

Segundo Olga, vacinar os meninos contra o HPV evita que eles, no futuro, transmitam a doença. “Isso levará à redução dos casos de câncer de colo de útero, além de prevenir verrugas genitais e câncer de pênis”, explicou a gestora.

Para o gênero masculino, a meta é ampliar a faixa etária, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos de nove até 13 anos de idade.

A vacina meningocócica C, além de ser oferecida para crianças de até um ano de idade (3, 5 e 12 meses – três doses), passou a ser disponibilizada também para adolescentes de 12 a 13 anos, em uma dose de reforço. Essa vacina protege contra a meningite e o reforço na adolescência visa prolongar o efeito da vacina aplicada na infância, cuja eficácia pode diminuir ao longo dos anos.

As vacinas de tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) serão ofertadas em duas doses para pessoas de 12 meses até os 29 anos, conforme situação vacinal encontrada, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. As pessoas que receberam a vacina contra a febre amarela precisam esperar, pelo menos, 30 dias para receber a tríplice e vice-versa. Já a de varicela será de apenas uma dose e destinada a crianças de até quatro anos.

A população com idade de 20 a 29 anos receberá a segunda dose do tríplice viral para corrigir falhas vacinais neste grupo e também para prevenir contra a caxumba que, nos últimos anos, em todo o Brasil, vinha acometendo, principalmente, adolescentes e adultos jovens.

Vale ressaltar a alteração trazida na vacina tetraviral (igual a tríplice, mas com a inclusão da varicela). Anteriormente, era receitada para crianças de até dois anos e, agora, passa a ser administrada para menores de cinco anos.

As mulheres grávidas a partir da 20ª semana de gestação poderão tomar uma dose de dTpa (Adsorvida Difteria, Tétano e Pertussis – acelular – tipo adulto) e as que não puderam ser vacinadas nesse período devem, o mais breve possível, receber a dose durante o puerpério (fase do pós-parto, quando a mulher passa por alterações físicas e psíquicas).

O intuito é garantir que os bebês nasçam com proteção contra a coqueluche, devido os anticorpos que são transferidos da mãe para o feto e, assim, evitando que contraiam a doença até que completem o esquema de vacinação com a pentavalente, que é administrada somente aos seis meses de idade.

Por último, será disponibilizado também a vacina contra Hepatite A para crianças de até quatro anos de idade, porém quem já tiver sido vacinado, não precisa receber outra dose novamente.