Governo do Distrito Federal
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19/02/18 às 18h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Ministério da Saúde conhece atendimento a vítimas e autores de violência no DF

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Capital federal  está à frente das demais unidades da Federação nesta linha de cuidados

BRASÍLIA (19/2/18) – Nesta segunda-feira (19), equipes técnicas das áreas de Saúde da Mulher e do Homem do Ministério da Saúde visitaram o Hospital Materno Infantil (Hmib) para conhecer as estratégias utilizadas no Distrito Federal para atender vítimas e autores da violência sexual. As ações desenvolvidas, que também abrangem os cuidados das famílias dos envolvidos, foram consideradas avançadas em relação ao restante do país.

“Eles vieram conhecer a experiência do DF, principalmente, saber como funcionar nosso fluxo. Atualmente, oferecemos atendimento emergencial de casos de violência em todos os hospitais, além de uma linhas de cuidados ambulatoriais nos 19 programas de Pesquisa, Assistência e Vigilância à Violência [PAV]”, explicou a chefe do Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência, Fernanda Falcomer. Segundo ela, nas outras unidades da Federação, em geral, há apenas um hospital para receber casos dessa natureza de emergência.

Durante a visita, os técnicos fizeram o chamado circuito da vítima: acompanharam o paciente desde a porta de entrada do centro obstétrico, quando a vítima é mulher, e da pediatria, quando se trata de criança. “No momento da emergência, fazemos a administração de kit profilático para proteger contra HIV, hepatite B e infecções sexualmente transmissíveis”, explicou. 

No PAV, o paciente é acolhido e incluído em modalidade de atendimento individual ou coletiva, que pode ser também estendido à família. Os autores de violência adolescentes são atendidos no PAV Jasmim, unidade específica para esta faixa etária. Já os autores adultos, podem receber acompanhamento pelo PAV Alecrim.

A rede de serviços conta com médicos e profissionais das áreas de psicologia, serviço social, enfermagem e psiquiatra, entre outros profissionais. Em toda a rede, são mais de 3 mil notificações por ano de violência, aproximadamente 40% de natureza sexual.