Governo do Distrito Federal
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19/11/12 às 19h17 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Mudança no telefone aumenta coleta de leite humano no HRC

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A alteração do telefone para agendamento de coleta domiciliar de leite humano – que passou a ser o 160 – já mostra bons resultados em Ceilândia. A ligação é gratuita e a designação de um bombeiro feminino para recolhimento do leite na casa da doadora resultaram em aumento na captação no Hospital Regional de Ceilândia, onde o novo Banco de Leite Humano (BLH/HRC) está em fase final de instalação.  

O novo BLH/HRC vai aumentar a capacidade de estocagem e o  processo de coleta, pasteurização, armazenamento e distribuição. Muitos equipamentos já foram adquiridos – três pasteurizadores, 12 freezeres, resfriadores, autoclaves, estufas, agitadores de tubos e banho-maria. O  Banco está sendo estruturado para funcionar de acordo com as normas exigidas para receber credenciamento e certificação pelo Centro de Referência Nacional, da Rede BLH, que monitora as unidades públicas e privadas de todo o Brasil. O Centro de Referência é o Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), com sede no Rio de Janeiro. As normas são relativas às condições higiênico-sanitárias no processamento do leite humano, bem como os equipamentos e a existência de pessoal treinado para esse fim.  

-“Todo leite humano oferecido a criança, que não seja da  própria mãe, precisa ser  processado e qualificado, do mesmo modo como ocorre com o sangue utilizado em transfusão. Esse processamento é  feito em banco de leite autorizado pela Vigilância Sanitária e pelo Centro de Referência Regional. Esse cuidado fica mais rigoroso com o credenciamento e a certificação, e a exigência de um responsável técnico que pode ser médico, enfermeiro ou nutricionista, devidamente capacitado no Centro de Referência”, informa a Enfermeira Derlucy Gomes, responsável técnica pelo BLH/HRC.

O leite humano é o alimento de excelência para bebês prematuros e de baixo peso. Crianças que não possam sugar ou receber o leite da mãe. Os bebês internados na UTI Neonatal dependem do banco de leite e para alimentá-los a  UTI Neonatal do HRC recebe, em média, cinco a seis litros, diariamente. A coleta tem oscilações, por isso, é necessário manter um volume considerável em estoque, congelado e fazer captação permanente de doadoras entre as mães que deram à luz. Num primeiro contato, é feito um acolhimento à doadora, perguntado à mãe sobre o processo da amamentação e se enfrenta alguma dificuldade.   Se houver risco de desmame, a mãe é convidada a retornar para receber orientações. Se a mãe tiver excedente de leite  é convidada a doar.

A campanha de coleta de leite e de frascos para armazenamento é permanente, em toda a rede de hospitais públicos do DF. Hoje, o BLH/HRC conta com mil frascos e esse número deve aumentar depois da inauguração do novo BLH. É recomendado o uso de frascos de vidro com tampa plástica, de rosca, do tipo que vem com maionese, café ou chá solúvel, de tamanho médio (300 ml). Muitos consumidores os reutilizam para outras finalidades, por serem práticos e bonitos. Por isso, o empenho em conseguir doações é cada vez mais criativo e necessário. Recentemente, uma gincana entre os servidores angariou 180 unidades.