Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
29/08/17 às 16h46 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Mudanças fortalecem níveis de atenção na Saúde

COMPARTILHAR

Reestruturação consiste em readequar fluxo de atendimento dos usuários

BRASÍLIA (29/8/16) – Dividir o espaço dos prontos-socorros entre casos de grave, média e simples complexidade é um dos grandes gargalos que a Secretaria de Saúde começou a reverter no Distrito Federal. Uma série de mudanças está sendo adotada gradativamente para corrigir o fluxo do atendimento dos pacientes, que devem ser redirecionados para a unidade correspondente a sua queixa.

A ideia é articular o serviço de urgência e emergência entre Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e hospitais, que se dividirão em oferecer o atendimento segundo critérios de gravidade e urgência. Para isso, todos os serviços têm recebido reforços.

Uma das primeiras ações foi a mudança na atenção primária, que está em transição para funcionar exclusivamente na Estratégia Saúde da Família. Além de fazer o acompanhamento da população para prevenção e promoção da saúde, os profissionais reservarão parte da agenda para atender urgências mais simples que não necessitem de estruturas como as das Upas e hospitais.

A proposta contempla ainda a ampliação do horário de funcionamento de algumas UBSs, inclusive aos sábados, como já ocorre em regiões administrativas como Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e Areal, em Águas Claras. Para isso, a pasta está ampliando o número de equipes em todo o DF.

“Aproximadamente 70% dos atendimentos feitos nos hospitais e Upas poderiam ser realizados em UBSs, porque se trata de casos que não necessitam de atendimento em um nível de atenção complexo”, explicou a diretora de Assistência às Urgências e Emergências, Geize Rezende.

Outra mudança recente ocorreu nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas), que funcionam 24 horas mesmo mantendo o mesmo quadro de médicos. Criadas com o intuito de contribuir para desafogar os prontos-socorros hospitalares, elas são responsáveis pelos casos de gravidade intermediária que não necessitem de um aporte de hospital, mas que exigem mais cuidados do que uma UBS pode oferecer.

“As Upas se transformaram em emergências de hospitais, quando na verdade são unidades intermediárias para atender pacientes de média complexidade. Elas também acabam absorvendo pacientes que poderiam ser atendidos nas UBSs”, explicou a gerente de Apoio ao Serviço Fixo de Urgência e Emergência, Sâmela Souza.

Para reordenar os fluxos, a Secretaria de Saúde publicou a Deliberação nº 14, para readequação das Upas 24 horas, em conformidade à orientação da Portaria nº 10 do Ministério da Saúde. A nova classificação depende do número mínimo de médicos que cada uma delas possui por plantão, diferente do critério antigo, que considerava a estrutura física e quantidade populacional da região.

Com isso, as Upas de Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia e Sobradinho mudaram de nomenclatura: passam de Porte III para Opção III, que exige dois médicos por plantão. Já a de São Sebastião sai da categoria Porte III e passa a Opção V, que exige três médicos por plantão. Porém, a ideia a aumentar o número de médicos para que as Upas alcancem opções superiores às enquadradas.

As UPAs possuem salas de observação, que são individuais para pacientes com doenças infectocontagiosas e salas para estabilização do paciente grave. Ele recebe atendimento necessário até que o quadro clínico seja estabilizado para removê-lo para um hospital. Nestas salas, existem ainda equipamentos de terapia intensiva para atender casos extremos, se houver necessidade.

A estratégia consiste em avaliar os pacientes de acordo com a classificação de risco, podendo ser liberados ou permanecer em observação por até 24 horas. Quando o suporte da UPA não for suficiente, o paciente deve ser removido para um hospital de referência.

“Com a readequação, as UBs atendem pacientes de baixa complexidade, as Upas recebem pacientes de gravidade intermediária e graves para estabilização, e os hospitais ficam com a demanda de alta complexidade, já que possuem estrutura, equipes e aparelhos condizentes para os casos graves”, explicou Sâmela Souza.

Confira os documentos que norteiam as principais mudanças.