Governo do Distrito Federal
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25/09/17 às 17h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Na segunda rodada do Papo de Saúde, mais propostas inovadoras

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Sugestões de servidores incentivam proatividade no ambiente de trabalho

BRASÍLIA (25/9/17) – Quando olhamos ao nosso redor, geralmente não nos damos conta dos imensos avanços propiciados pelo desenvolvimento tecnológico. Atitudes corriqueiras, como ligar um computador e ter acesso imediato a um volume de informações inimaginável, há poucas décadas pareceria um delírio sem base na realidade. Mas a inovação, muitas vezes, pode ser alcançada com medidas simples, aplicadas ao nosso lado, capazes de alterar e transformar a realidade de forma positiva.

Foi para incentivar esse espírito de inovação que o Secretário de Saúde do DF, Humberto Fonseca, criou o Papo de Saúde – uma iniciativa para aproximar a gestão e os servidores da instituição. Na sua segunda rodada, na sexta-feira (22), os servidores voltaram a apresentar propostas para aperfeiçoar os processos de trabalho e, por consequência, elevar a qualidade dos serviços prestados à população. Nos últimos dois meses, 22 servidores apresentaram pessoalmente suas sugestões, consideradas pelo secretário como de “ótimo nível, muitas de possível execução.

SIMPLICIDADE – A médica de saúde da família, Tânia Walzberg, por exemplo, apresentou ao secretário uma proposta simples e objetiva: instalar bebedouros nos corredores da SES/DF, evitando os gastos com a aquisição e a logística de distribuição dos galões de água mineral. Na mesma linha das medidas práticas, a nutricionista Karistenn Casimiro Brandt, sugeriu a instalação de “sala de apoio à mulher trabalhadora que amamenta, conforme os termos definidos na estratégia do Ministério da Saúde”, explica.

O espaço seria criado no prédio da Administração Central da SES/DF, com um ponto de água para higienizar as mãos, cadeira ou poltrona impermeável e refrigerador para estocagem do leite. “Com isso, as mães conseguem aliviar as mamas cheias e levar o leite retirado para casa, que poderia ser oferecido à criança na sua ausência. Com certeza, os bebês ganhariam em saúde, as mães em tranquilidade e a instituição com a redução das faltas ao trabalho”, estima Karistenn.

Já o auxiliar operacional de serviços diversos, Reginaldo Cardoso, lotado no Hospital de Base do DF, apresentou proposta para apoiar os servidores na hora da aposentadoria – uma espécie de programa de preparação dirigido a essa fase da vida funcional. “Tenho presenciado situações de muita angústia dos servidores nesse momento, que não estão preparados para essa nova etapa da vida. Poderíamos realizar um ciclo de palestras com apoio psicológico, sobre a administração financeira – pois muitos perdem as gratificações – e empreendedorismo, incentivando novas atividades”, define.

Para os servidores em atividade, a técnica administrativa Iara Nery, lotada na Gerência de Administração de Profissionais, da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, idealizou um programa de gestão estratégica de pessoas, onde um comitê promoveria uma visão unificada da instituição aos servidores, estabelecendo um linha de ação por competências e a mudança nos parâmetros de acompanhamento e avaliação individual, “com critérios mais justos e efetivos para a promoção profissional.

ROTINA – No campo dos processos de gestão internos, o administrador Geraldo Magela Gama sugeriu um modelo de atendimento às requisições de manutenção predial no HBDF, já em funcionamento, que pode ser estendido aos demais hospitais da rede. “Anteriormente, as solicitações de manutenção eram feitas por formulários. Agora, os pedidos são feitos pela internet ou whatsApp, reduzindo o uso de papel e assegurando mais agilidade no atendimento”, compara.

Como ganho adicional, o sistema implantado no Base permite ao setor específico manter estatísticas atualizadas de manutenção e, após a realização do atendimento, promove pesquisa de satisfação sobre a qualidade do serviço. “Além disso, o grau de urgência é determinado pelo próprio usuário que, de forma consciente, vai estabelecer a prioridade, ou não, para o atendimento”, explica Magela.

Também na área de manutenção, o técnico em radiologia José Maurício de Oliveira Junior, do Hospital da Região Leste (Paranoá), apresentou uma ideia que alia as atividades da Secretaria de Saúde ao ensino. Pós-graduando em Engenharia Clínica, ele acredita ser possível garantir um melhor aproveitamento aos equipamentos ociosos na rede, muitas vezes inativados por falta de manutenção.

“Com a montagem de um laboratório no Parque de Apoio da Secretaria e o estabelecimento de convênio com o Instituto Federal de Brasília, poderíamos reativar as máquinas, reduzir custos de manutenção e assegurar estágios na área de manutenção em equipamentos hospitalares”, estima.

AGILIZAÇÃO – O Parque de Apoio também foi objeto da proposta apresentada pelo técnico em nutrição e pós-graduado em Tecnologia da Informação, Israel Alves da Silva. “Com a identificação dos gargalos operacionais, os processos internos poderiam ser otimizados, obtendo-se a redução no tempo de tramitação de documentos, da burocracia e do uso do papel. Já conseguimos eliminar o livro de protocolo com o recebimentos de documentos via Excel”, exemplifica.

A utilização dos meios informatizados está presente em muitas das propostas sugeridas. O técnico em enfermagem Edmundo Bezerra, do Hospital de Planaltina, criou um link – um ícone de acesso ao estoque de antibióticos disponíveis aos profissionais de saúde que fazem as prescrições. “Dessa forma, evita-se a emissão de receitas para medicamentos sem provimento, mediante a consulta a um QR Code, que dá acesso ao sistema, de modo simples, imediato e sem custo”, assegura.

O farmacêutico bioquímico Lucas Magedanz, da Diretoria de Assistência Farmacêutica, também propôs uma medida para aperfeiçoar o processo de prescrição de medicamentos, incorporando ao receituário informações mais amplas sobre os remédios, como as possíveis interações com outras drogas. Ele também sugere a criação de uma central automatizada de unitarização de medicamentos, que faria a separação e embalagem dos medicamentos na quantidade exata da prescrição. “Teríamos mais agilidade e redução do trabalho nos hospitais”, prevê.

Enquanto Lucas pretende separar os medicamentos com mais eficiência, o técnico administrativo Alessandro dos Anjos, do Hospital de Santa Maria, acredita que a separação entre os Núcleos de Patrimônio e Material das superintendências da dea secretaria, “como já é feito feito na Rede Sarah, daria mais agilidade a ambos os setores, que não têm muita afinidade, pois um atua no controle dos bens duráveis e outro nos insumos de rotina”, pondera. Ele, como todos os outros servidores que apresentaram suas ideias, têm, na essência, um eixo comum – a disposição em participar de forma objetiva para mudar para melhor a realidade, com a certeza de que a primeira mudança começa dentro de nós, com uma boa ideia.

PARTICIPE – O Papo de Saúde continuará em próximas rodadas. As ideias podem ser enviadas para o hotsite www.papodesaude.saude.df.gov.br, onde é necessário preencher um formulário. É importante lembrar que não se trata de um espaço para reclamações ou para tirar dúvidas.

As ideias não precisam ser necessariamente na área de trabalho do servidor. Podem tanto estar relacionadas com o atendimento de saúde ao usuário quanto a processos internos da secretaria.

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