Governo do Distrito Federal
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6/06/16 às 11h00 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

No Dia Nacional do Teste do Pezinho, Saúde alerta sobre importância do exame

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DF é a única unidade da federação que realiza o teste ampliado 100% coberto pelo SUS

BRASÍLIA (06/6/16) – “Eu não sabia que era necessário fazer o Teste do Pezinho, mas foi com esse exame que descobri que a minha filha tinha uma doença metabólica”. O depoimento é de Acyremo de Freitas da Silva, 48 anos, pai de Maria Clara de Freitas de Souza, que possui 8 meses de vida e foi diagnosticada com Deficiência da Biotinidase. A doença pode causar convulsão, atraso do desenvolvimento e alterações cutâneas.

Assim como Maria Clara, mais de 40 mil crianças são submetidas anualmente, no Distrito Federal, ao Teste do Pezinho, que identifica mais de 30 doenças. Em função do Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado nesta segunda-feira (6), a chefe da Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde, a médica geneticista Maria Teresa Alves da Silva Rosa, faz um alerta aos pais sobre a importância do exame.

“A primeira amostra do teste do pezinho deve colhida entre dois a sete dias de vida. A detecção, diagnóstico e tratamento precoce das doenças genéticas, metabólicas e infecciosas podem evitar os agravos de saúde, mortalidade e incapacidades nas crianças”, alertou a geneticista.

Segundo a profissional, além de erros inatos do metabolismo, o exame identifica problemas hormonais, os quais influenciam substancialmente no desenvolvimento do recém-nascido. Um exemplo é a prematura Ester Gabriela da Silva Moreira, que completou um mês de vida e nasceu no oitavo mês de gestação.

“Minha filha fez o teste no segundo dia de vida. Eu já imaginava que ela poderia desencadear algum problema. Agora, estamos refazendo os testes para confirmar a alteração”, disse a mãe, Sarah Maria da Silva, 19 anos, que destacou que já sabia da importância de realizar o teste.

TESTE AMPLIADO – A chefe da Triagem Neonatal lembra que Distrito Federal é a única unidade da federação que tem o teste do pezinho ampliado, com cobertura de 100% para todas as crianças que nascem em hospitais públicos.

“Com isso, além das seis doenças preconizadas pelo Ministério da Saúde (Fenilcetonúria, Fibrose Cística, Hemoglobinopatias, Hipotireoidismo Congênito, Insuficiência Adrenal e Deficiência de Biotinidase), são triadas a Deficiência de G6PD, Toxoplasmose e vários erros inatos do metabolismo, incluindo aminoacidopatias, acidemias orgânicas, defeitos de ciclo da uréia, defeitos de beta-oxidação de ácidos graxos e mitocondripatias”, disse.

TESTE – O material é colhido nas maternidades dos hospitais públicos, nos postos de saúde ou no Hospital de Apoio de Brasília. Para realizar o teste do pezinho, o profissional colhe pequenas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido. O material é recolhido em um cartão, onde são preenchidos com sangue cinco pequenos círculos. A análise de toda a rede pública é feita Núcleo de Genética do Hospital de Apoio de Brasília

DATA – Desde 1992 o teste do pezinho se tornou obrigatório em todo o território nacional. No Distrito Federal, o teste do pezinho ampliado foi instituído por meio da lei distrital Nº 4190, de 06 de agosto de 2008.

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