Governo do Distrito Federal
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1/03/13 às 14h41 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Tratamento inovador para feridas graves na rede pública

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Curativo tem papel fundamental na recuperação dos pacientes

Fotos: Renato Araújo

A Secretaria de Saúde está introduzindo um serviço inovador na rede pública para tratar feridas complexas. Trata-se de um tipo de curativo que usa uma bomba de sucção que favorece a cicatrização e drena as lesões. O procedimento está sendo utilizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e no Hospital de Base e já beneficiou nove pacientes. Nos próximos dias, o serviço será levado aos demais hospitais públicos.

O tratamento pode ser utilizado em pacientes que apresentam feridas complexas, de difícil cicatrização como queimados; pessoas submetidas a amputações, com escaras (lesões que acometem principalmente pessoas idosas, acamadas ou imobilizadas durante muito tempo), ulcerações cirúrgicas ou traumáticas.

Segundo o gerente de Enfermagem da SES, Márcio da Mata Souza, o novo curativo que está sendo utilizado pela primeira vez na rede pública, tem papel fundamental na recuperação dos pacientes. “Como reduz o tempo de internação, o procedimento diminui o custo do tratamento e minimiza o sofrimento dos portadores de feridas graves”, diz.

O curativo é um sistema que produz pressão negativa sobre o ferimento. É colocada uma esponja, que em contato com a ferida e acoplada a uma bomba, remove fluidos da superfície da lesão reduzindo os riscos de infecção e acelerando a cicatrização de ferimentos graves.

Os enfermeiros de todos os hospitais estão sendo capacitadas para utilizar o novo tratamento. Nesta semana, servidores dos hospitais regionais de Taguatinga e de Ceilândia passam por treinamento. Em seguida, será estendido aos demais hospitais da rede.

O motorista Adilson Miranda, 49 anos, foi um dos primeiros pacientes beneficiados com o curativo. Ele tratou um grande ferimento no pé, originado por uma queimadura com água quente, na Unidade de Queimados do Hran. “Em 15 dias já estava bem melhor e pude fazer o enxerto de pele que precisava”, disse.

Celi Gomes