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8/05/18 às 8h51 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Oficina em Ceilândia previne quedas de idosos

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Oficina simula ações do cotidiano para estimular memória, equilíbrio, atenção e mobilidade. Fotos: Mariana Raphael

 

 

“Ele já não cai mais como antes. Um dia desses me surpreendi com ele saindo do quarto para a sala sozinho, somente com a ajuda de uma bengala”. O relato é de dona Neuza José da Silva, sobre os avanços do esposo, Fransua Moreira, 67 anos, após dois meses de participação na Oficina de Prevenção de Quedas, oferecida pela Região de Saúde Oeste, em Ceilândia. Ele sofreu AVC há dois anos e tem dificuldades de locomoção e fala.

 

Além de Fransua, outros 29 idosos participaram de mais uma edição do projeto. Todos eles são atendidos em unidades básicas de saúde de Ceilândia e também pela geriatria do Hospital Regional de Ceilândia.

 

 

Vítima de AVC, Fransua já anda em casa apenas com auxílio de uma bengala

 

 

“O idoso tanto pode vir encaminhado pelo médico quanto por demanda espontânea. Basta chegar aqui na segunda ou quarta-feira, entre 14h e 17h. Nós fazemos uma triagem e uma avaliação e, dependendo do resultado, já pode começar. A próxima turma está prevista para 14 de maio”, detalha a terapeuta ocupacional responsável pelo projeto, Polyana Gonçalves.

 

A oficina consiste em simular atividades do cotidiano para estimular memória, equilíbrio, atenção e mobilidade. Subir escadas, estender roupa no varal, andar em um pé só, caminhar sobre uma linha. Tudo é usado para ajudar os pacientes. O que para a aposentada Irene Lima Ramos, 70 anos, foi de grande valia para ganho de qualidade de vida.

 

“Antes de participar, não dava um passo sozinha, pois tinha muito medo de cair e quebrar os ossos. Tenho osteoporose e já tive muitas lesões, como no punho, cotovelo e costelas. Com as atividades aqui, ganhei segurança”, detalha a senhora.

 

Aposentada Jacy Queiroz dos Anjos, 74 anos, ficou mais segura e independente 

 

Por situação semelhante passava a também aposentada Jacy Queiroz dos Anjos, 74 anos. Com indicação para fisioterapia em razão de um problema nos ombros, foi encaminhada para as atividades na oficina porque estava com dificuldades de locomoção. “Agora, está tudo de bom. Ainda mais para mim, que gosto de ser independente e resolver todas as minhas coisas sozinha”, conta.

 

Segundo a fisioterapeuta da oficina, Fernanda Dutra, a ideia para um futuro próximo é que esta prática seja oferecida em todas as unidades básicas de saúde de Ceilândia. “Isso permitiria que eles fizessem as atividades mais perto de casa, facilitando ainda mais o acesso”, destaca.

 

GANHOS – Fernanda Dutra, que também trabalha na geriatria do Hospital Regional de Ceilândia, observa que cerca de 80% das internações de idosos na unidade têm como causa principal as quedas. “Por isso, trabalhar a prevenção é tão importante”, destaca.

 

Segundo Polyana Gonçalves, é feita uma avaliação no início da oficina e outra ao final.

 

“É muito perceptível a mudança. Percebemos o quanto eles ganham, principalmente, no quesito equilíbrio’, frisa a terapeuta. Ela destaca, ainda, o ganho com relação à socialização. “O momento que eles mais gostam é a hora da dinâmica em grupo. Eles sorriem e saem felizes daqui”, comenta.

 

Hora mais esperada da oficina, a dinâmica de grupo promove socialização entre os participantes

 

Com o encerramento da turma, a equipe responsável pela oficina faz os encaminhamentos para outras atividades que os idosos podem fazer, como trabalhos manuais, aulas de dança e atividades físicas, graças a parcerias com locais como o Centro Olímpico.

 

“E falando em parceria, também contamos com alunos de fisioterapia e terapeutas ocupacionais da Universidade de Brasília dentro deste projeto”, cita Fernanda Dutra.

 

PALESTRA – A turma mais recente terá encerramento na próxima quarta-feira (16), com palestra sobre como evitar acidentes em casa, uma gincana com os idosos e distribuição de brindes.

 

A próxima turma começa dia 14 de maio e vai até julho, em um total de 20 encontros, sempre às segundas e quartas-feiras à tarde.

 

São oferecidas 40 vagas, sendo que 20 já estão preenchidas com encaminhamentos médicos. Podem participar pessoas a partir de 65 anos de idade e moradoras de Ceilândia.

 

TEXTO: Alline Martins, da Agência Saúde

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