Governo do Distrito Federal
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20/08/13 às 13h28 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Osteoporose: a epidemia silenciosa do século

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A doença pode ser evitada ainda na infância

 A osteoporose, doença relacionada ao enfraquecimento dos ossos, ocorre principalmente após a menopausa (depois dos 45 anos) e após os 70, em ambos os sexos. As mulheres são mais suscetíveis do que os homens, pois a perda hormonal é mais precoce. No Hospital de Base estão cadastrados 600 pacientes com diagnóstico de osteoporose que fazem tratamento na unidade.

Na Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), a porta de entrada do paciente com osteoporose é a Atenção Primária, ou seja, os centros de saúde. Na Secundária, há ambulatórios de referência como o Hospital Regional e a Unidade Mista de Taguatinga, Unidade Mista de São Sebastião, Hospital Regional de Ceilândia, Hospital Regional do Paranoá e o Hospital de Base.

Os profissionais de saúde que tratam a osteoporose são clínicos gerais, ginecologistas, reumatologistas, geriatras, endocrinologistas, ortopedistas e fisiatras.

Os principais tipos de osteoporose são: Tipo I e Tipo II. A primeira, também chamada de pós-menopausa, está associada à insuficiência estrogênica do climatério, ou condições que induzem precocemente ao hipoestrogenismo (diminuição de estrógenos). Ocorre em 25% das mulheres de pele branca.

 A do Tipo II, conhecida como senil ou de involução, ocorre em homens e mulheres acima dos 70 anos em dois tipos de ossos (trabecular e cortical). Isso pode ocasionar fraturas sendo as mais frequentes na coluna vertebral, costelas, quadril e punho.

 A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) estima que existem 10 milhões de pessoas com osteoporose no Brasil. Dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) apontam que mundialmente uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos tem osteoporose. Ela é responsável por milhões de fraturas anualmente. 

 Fatores de risco

As chances de desenvolver osteoporose dependem dos fatores de risco que são mulheres principalmente de pele branca, magras e de baixa estatura, dieta pobre em cálcio, consumo exagerado de proteínas, fumo e álcool, sedentarismo, além do fator genético.

 A SES/DF disponibiliza medicamentos como o alendronato de sódio, cálcio e vitamina D nos centros de saúde, bem como medicamentos de alto custo, para evitar a perda óssea.

 Prevenção

Para a coordenadora do Núcleo de Saúde do Idoso da SES/DF (NUSI), Helenice Alves, apesar de não ter cura, a osteoporose pode ser evitada com a prevenção. “A melhor forma de tratar a doença, considerada a epidemia silenciosa do século, é ainda na infância com hábitos mais saudáveis”, afirma. Ainda segundo Helenice, a osteoporose só deixa de ser “silenciosa” quando ocorrem fraturas que geram dor.

A aposentada Neide Tiberi, 69 anos, foi diagnosticada com osteopenia, que é a diminuição de massa óssea e pode levar à osteoporose. Com muitas dores no joelho, procurou um ortopedista. “Ele disse que eu não podia subir nem descer escadas, porque o meu joelho era de uma pessoa de 80 anos. Aquilo me derrotou”, comenta.

Em 2012, Neide decidiu participar do grupo de automassagem no Centro de Saúde nº 9 (CSB9), no Cruzeiro Novo. Para a técnica de enfermagem Glória Freitas, responsável pela prática, a atividade estabiliza a evolução da doença. “Realizamos, pela manhã, exercícios físicos que ajudam no equilíbrio e no ganho muscular. O sol é a principal fonte natural de Vitamina D”, diz.

Além da automassagem e dos exercícios físicos, Neide passou a fazer uso dos remédios que o especialista receitou. “Há uns 10 anos caminhava pouco e não aguentava quase nada. Hoje eu caminho numa boa. Atribuo a minha recuperação também às atividades que pratico somadas aos medicamentos contínuos”, comemora.

Três medidas são importantes para amenizar os sintomas da doença:

1-Alimentação rica em cálcio (leite e derivados, verduras de cor verde escura, peixes de espinha, gergelim entre outros);

2- Atividade física de impacto no mínimo três vezes por semana;

3-Vitamina D adquirida no banho de sol, de 15 a 20 minutos, sem filtro solar nas horas recomendadas (até às 10h e após as 16 horas).

Patrícia Kavamoto/Lucas Carvalho