Governo do Distrito Federal
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16/01/14 às 17h18 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Peça ortopédica fabricada no HRG ajuda na recuperação de criança

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Aparelho foi feito rapidamente para diminuir dores do paciente


João Gabriel de cinco anos, uma criança saudável e muito esperta, brincava em casa, quando sofreu uma fratura na perna direita. Ao ser encaminhado para o Hospital Regional do Gama (HRG), os médicos ortopedistas identificaram que ele precisava de um equipamento específico para auxiliar na recuperação do osso.

A peça chamada férula de Braun, disponível na unidade, era muito grande, sem condições de uso infantil. Entraram em cena então as habilidades de um serralheiro do HRG., que em poucos dias fez uma réplica do equipamento que trouxe alívio para as dores da criança.

Rivaldo Sales de Andrade é servidor público há 40 anos e há 20 trabalha no HRG. Na serralheria, além da manutenção de camas e macas, “Bodinho”, como é conhecido, se desdobra. “Essa peça aí a direção me pediu para fazer rápido. Teria que diminuir as medidas para uma criança poder utilizar. O modelo é prático e tive que pensar como um engenheiro”, brincou o serralheiro.

A férula de Braun é um dispositivo médico de metal para tração, que mantém no lugar, segura e imobiliza partes do corpo. Em geral é utilizada para o tratamento de fraturas, cirurgias ortopédicas ou como parte da terapia ocupacional e reabilitação de um paciente.

De acordo com a direção do hospital, a peça com as medidas infantis estava difícil de ser encontrada. A opção de ter uma fabricação própria agilizou o processo de recuperação do paciente. “A aquisição seria mais onerosa e talvez o tempo de entrega não favorecesse a recuperação. Vamos fazer mais cinco”, destacou Robson Brito, coordenador da Regional de Saúde do Gama.

O médico ortopedista Guilherme Haubert, chefe da especialidade, não poupou elogios à fabricação. “A férula ficou muito boa, excelente mesmo, melhor que a original. Se não houvesse este dispositivo a recuperação dele daria mais trabalho”, frisou.

A mãe de João Gabriel, Zeliane Jaqueline, 25 anos, moradora de Valparaíso, disse que se sentiu aliviada ao ver todos os esforços da equipe médica para ajudar no tratamento do filho. “É bom saber que estão fazendo de tudo pra ele ficar bom”, disse.

No leito, João Gabriel lê livros e brinca com todos que aparecem. Ele está internado há 15 dias e como toda criança não vê a hora de voltar a brincar tranquilamente.

Por Wenya Alecrim, da Agência Saúde DF
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