Governo do Distrito Federal
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4/04/17 às 18h28 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Polvos chegam para acompanhar bebês em Ceilândia

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Projeto que usa bichinhos de crochê para acalmar bebês

BRASÍLIA (4/4/17) – Trajando um figurino com chapéus, laços e gravatas, os novos animais de crochê do projeto “Um polvo de Amor” chegaram, nesta terça-feira (4), para fazer companhia aos bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia. Maior maternidade do Distrito Federal, o hospital é o segundo da rede a implantar o projeto, iniciado na UTI Neonatal de Santa Maria. Outros hospitais também se preparam para adotar a iniciativa, entre eles, o de Base e o Materno Infantil.

O primeiro bebê de Ceilândia a receber o novo hóspede foi a pequena Ana Luiza Jesus Santana, que nasceu há 9 dias, com 1,3 quilo. Com um pequeno sangramento no pulmão, a recém-nascida recebeu transfusão de sangue e passou por outros procedimentos. “Tenho certeza de que minha filha se sente aconchegante e protegida. Depois que recebeu o polvinho, ela não quer mais largá-lo. Os projetos desenvolvidos aqui me surpreenderam”, destacou Elsimere Santos da Silva. Ela também faz parte do projeto Mãe Diarista, que permite às mães acompanharem e amamentarem seus filhos durante o dia.

O Hospital Regional de Ceilândia dispõe de 34 leitos de UTI Neonatal: oito para casos de alto risco, 20 para bebês que necessitam de cuidados intermediários e seis, denominados Canguru, em que a mãe pode ter contato corporal com a criança. A terapeuta ocupacional, Hellen Delchova, explicou que foram definidos critérios para que os bebês recebam os novos amiguinhos. “Vamos distribuir os polvos principalmente para bebês que tenham dificuldade em sair da oxigenioterapia, problemas de sucção ou progressão da dieta. Isso porque o polvo contribui para amenizar essas situações e para melhorar os sinais vitais”, explicou a profissional.

“Me sinto homenageada em saber que estou ajudando os bebês. Fico imaginando como cada polvo que confecciono pode fazer a diferença. Produzo nas horas vagas, e cada polvo tem acessórios e cores diferentes”, destacou a artesã Sandra Gomes, que doou 12 bichos para o projeto, ao lado da também artesã, Elaine Tripiano, que doou oito peças.

Para expandir a iniciativa, a ideia é realizar oficinas para servidores e mães interessadas em aprender a fazer crochê. Sensibilizada com a iniciativa, a estagiária de terapia ocupacional Dienne Zacarias, que trabalha há um mês na UTI Neo, participará da organização dos eventos. “Depois de muito tempo decidi voltar a fazer crochê para ajudar os bebês. Assisti a um vídeo para aprender a confeccionar o polvo e, agora, posso auxiliar quem queira contribuir. Sei que as mães vão ajudar muito, porque, ao produzir as peças, elas fortalecem o vínculo com os filhos”, afirmou Dienne.

Os bebês e mães da UTI Neonatal são atendidos por equipe multidisciplinar formada por pediatras, psicólogos, neonatologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e técnicos de enfermagem. “A utilização do polvo tranquiliza os bebês, e isso melhora a frequência cardíaca e a oxigenação no sangue, além de evitar que tirem cateteres. O ambiente hospitalar, que envolve tubos e incubadora, é muito hostil para eles, alertou a pediatra e neonatologista da unidade, Patricia Carrilho.

DOAÇÕES – Os hospitais que iniciaram ou se organizam para implantar o projeto têm recebido doações de linhas, de agulhas e de mão de obra, para confeccionar os bonecos. Isso porque é necessária a permanente reposição dos animais de crochê, que costumam ser levados para casa quando os recém-nascidos recebem alta hospitalar.

Confira abaixo as especificações e telefones de contato para colaborar com a iniciativa.

Instruções básicas:
* Linha de alto padrão, 100% algodão, de qualquer cor, resistente à lavagem em alta temperatura;
* Fibra siliconada para enchimento
* Os tentáculos do polvo devem ter o ponto bem fechado para evitar que o bebê prenda algum dedo. Além disso, a extensão de cada tentáculo não deve ultrapassar 22 centímetros quando esticado, para evitar risco aos bebês.

Contatos:
Hospital Regional de Santa Maria: 3392-6414
Hospital Regional de Ceilândia: 3471 – 9156
Hospital Regional de Taguatinga: 3353-1023
Hospital Materno Infantil: 3445- 7543

Confira as fotos aqui.