Governo do Distrito Federal
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3/05/13 às 20h26 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Prevenção da Leishmaniose Canina no Jardim Botânico

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Ação neste sábado, em frente à Administração

A Secretaria de Saúde do Distrito do Federal (SES/DF) realizará neste sábado (4), uma Ação de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral, em frente à Administração do Jardim Botânico, das 9h às 17h, para coleta de sangue dos cães para diagnóstico, teste rápido da doença (DPP) e vacinação antirrábica.
Cerca de 20 profissionais da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep)- entre médicos veterinários, biólogos e agentes da vigilância ambiental – promoverão uma ação preventiva e educativa,com o objetivo de conscientizar a população sobre a transmissão da doença.

A chefe do Núcleo de Vigilância e Diagnóstico em Zoonoses, Cleide Santana Damasceno, informa que a Dival realizou de janeiro até a abril, 2072 diagnósticos para leishmaniose, no Laboratório Central da SES/DF (Lacen). Deste total, 239 amostras foram positivas para Leishmaniose Visceral Canina (LVC). Segundo ela, as áreas de foco são Lagos Sul e Norte, Fercal, Varjão, Sobradinho I e II, Colorado e Jardim Botânico.

A médica veterinária Cleide Damasceno faz um apelo para que todos os moradores, mesmo aqueles que não possuem animais de estimação, estejam empenhados em adotar as medidas necessárias para reduzir o risco de transmissão da leishmaniose.

Leishmaniose Visceral
A Leishmaniose Visceral (Calazar) é uma doença causada por um protozoário (parasita unicelular) denominado Leishmania, que necessita de um inseto (vetor) e de um animal vertebrado (reservatório) para completar o seu ciclo. O cão é o principal reservatório da leishmaniose no ambiente urbano. A transmissão da doença ocorre somente por meio da picada de um inseto “flebotomíneo” (vetor), que vive em locais ricos em matéria orgânica em decomposição, com presença de umidade, ausência de movimentação de ar e ausência parcial ou total de luz.

Não ocorre transmissão direta da doença de homem para homem, do animal ao homem e, nem de um animal a outro animal. O período de incubação (tempo decorrido entre a exposição à leishmania e o início dos sintomas) é de dez dias a dois anos (média de dois meses).

Sintomas
O chefe do Núcleo de Controle de Endemias, infectologista Dalcy Albuquerque Filho, esclarece que, “a Calazar ou Leishmaniose Visceral provoca febre, fraqueza, perda do apetite, emagrecimento, aumento do fígado e baço. A doença, que pode matar se não tratada em tempo, é transmitida por um mosquito que “ataca”, principalmente, no fim da tarde e a noite, chamado de palha, canguinha ou asa branca. Os mosquitos vivem e se proliferam em bosques, condomínios, matas, áreas sombreadas, úmidas e com acúmulo de lixo e matéria orgânica (capim, folhas, esterco, madeira, serragem, papel e se contamina ao picar cães ou outros animais doentes)”.

Atenção
Caso seu cão tenha obtido resultado reagente para leishmaniose, leia atentamente o laudo de exame laboratorial e entre em contato com a Dival pelos telefones: 3343-8803 ou 3343-8804.

Júlio Duarte