Governo do Distrito Federal
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4/01/14 às 19h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Produtos de limpeza podem representar risco para a saúde

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O uso contínuo e sem proteção pode causar alergia de pele e respiratória

Caprichar na limpeza da casa e dos objetos é atitude saudável, mas, o contato prolongado e repetitivo com os produtos de limpeza tem causado alergias em muitas pessoas, especialmente as donas de casa que lidam com detergentes, sabão em pó, água sanitária, amaciantes de roupas e desinfetantes. “Em casos mais graves, a reação alérgica pode levar ao edema de glote atingindo a garganta, laringe, faringe, traqueia e brônquios, onde se não houver intervenção médica rápida pode levar à morte”, alerta a médica Olga Messias Alves de Oliveira, do SAMU.

Os cuidados no uso desses produtos devem ser respeitados de acordo com as recomendações impressas nas embalagens. As alergias podem se manifestar na pele ou vias respiratórias causadas por contato direto ou por cheiros das substâncias encontradas nos produtos químicos. Os principais sinais que devemos dar importância nas alergias são: coceira, vermelhidão, lesões secas, descamações da pele, inchaço, chiado na respiração e dificuldade para respirar, acrescentou a médica.

Quando surgirem quaisquer desses sinais é hora de procurar imediatamente um serviço médico. Ainda segundo Olga, os sinais de reação alérgica podem surgir nos braços, mãos e unhas, com escamação chegando a formar bolhas e nódulos.

A médica explica algumas alternativas para deixar a casa limpa, sem germes e bactérias:
  
Bicarbonato de sódio – tira o odor e é desengordurante;
Vinagre branco – é ótimo para eliminar bactérias e limpar principalmente banheiro;
Sabão de coco –  substitui os detergentes normais;
Detergentes biodegradáveis e álcool – substitui água sanitária e desinfetante;
Limão – retira sujeiras difíceis tipo gorduras antigas;
Glicerina – ótima para combater o mofo;

Quanto aos amaciantes de roupas a recomendação é que deixe de usa-los.

Em relação aos produtos industrializados ou químicos é importante observar as recomendações como guarda-los ao abrigo do sol e da luz, dentro de armários trancados, longe de alimentos e de medicamentos. Alguns desses são inflamáveis e devem ser mantidos distantes até de instalações elétricas. Alguns não podem ser misturados, porque seu contato desencadeia reações químicas altamente tóxicas.

Os rótulos das embalagens contem todas as informações sobre o produto e as medidas para se evitarem ou minimizarem os inconvenientes do seu uso. Neste sentido, os produtos caseiros ou artesanais vendidos nas ruas são tratados como clandestinos e potencialmente perigosos quando não informam a composição, a validade, os antídotos e outros dados essenciais no tratamento da possível vítima.

O rótulo deve conter prazo de validade, nome do fabricante e do responsável técnico, finalidade do produto, quantidade e modo de usar, composição química detalhada, ingrediente químico ativo, forma de conservação e armazenamento, precauções, classe toxicológica e instruções sobre o que fazer em caso de acidente, além do registro no Ministério da Saúde. Detergentes e amaciantes de roupa são dispensados desse registro mas o rótulo deve mencionar a Resolução ANVISA 336/99.


Por Sheila Perru, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226