Governo do Distrito Federal
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13/11/13 às 16h36 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Profissionais são treinados para diagnosticar e tratar a fibromialgia

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Alta prevalência no DF exige mais preparo dos médicos da rede de saúde

Profissionais da saúde pública do DF recebem treinamentos para diagnosticar e tratar pacientes com fibromialgia que procuram diariamente a rede para exames, diagnósticos e tratamentos. Os cursos coordenados por especialistas da Reumatologia da SES/DF oferecem estudos sobre a doença e demonstrações de casos clínicos.

O Hospital de Apoio e de Planaltina já receberam o curso. O próximo hospital a ser visitado pela equipe é o Hospital do Paranoá, no dia 14. Os hospitais de Ceilândia, Santa Maria e Taguatinga também receberão o treinamento.

Segundo a chefe do setor de Reumatologia do HBDF, Jamile Carneiro, o treinamento é importante, pois Brasília tem alta incidência de casos de fibromialgia e o diagnóstico é clínico. “Como o diagnóstico é clínico, não é comprovado por meio de exames, torna-se necessário o envolvimento de outros especialistas para atender a demanda”, acrescenta a especialista.

No DF, cerca de 40 pessoas, em sua maioria mulheres entre 20 a 50 anos, procuram atendimentos semanalmente nos hospitais regionais que contam com 26 reumatologistas.

“Tenho fibromialgia há mais de oito anos. No início foi difícil entender a doença. Vim ao Hospital de Base e hoje consigo me manter saudável, sem crises, sem dores. Uso medicamentos para artrite e trato a fibromialgia, faço hidroginástica e ginástica indicadas pela médica e hoje me sinto muito bem”, alega a paciente do Hospital de Base, Eunice Martins, 71.

Sintomas

A fibromialgia é uma síndrome crônica que acarreta alguns sintomas como dores no corpo por período superior a 3 meses, sensibilidade nas articulações, nos músculos, nos tendões e em outros tecidos. Alguns casos com fadiga excessiva, perturbações de sono, distúrbios emocionais e gastrointestinais também podem ser sinais da doença.

As pessoas com fibromialgia tendem a acordar com dores no corpo e rigidez. Em alguns casos, a dor melhora durante o dia e piora à noite. Outros pacientes sentem dor o dia inteiro. A dor pode piorar com clima frio ou úmido. Ansiedade e estresse potencializam os sintomas.

Pesquisas

Estudos recentes por médicos franceses indicam que pacientes com fibromialgia apresentam certas anormalidades na recepção dos neurotransmissores com frequência (alterações na anatomia cerebral). O estudo comprovou que no cérebro de 20 mulheres com esse tipo de hipersensibilidade acontecia um fluxo maior de sangue em regiões que identificavam a dor. Por isso, a fibromialgia é uma doença física e com diagnóstico clínico.

Diagnósticos

Como não existe um diagnóstico com base em exames, a constatação da doença é clínica, ou seja, deve ser feito com base na avaliação que o médico faz do paciente. Um dos exames é o toque em determinadas partes do corpo que apresentam dores e hipersensibilidade incluindo os braços (cotovelos); nádegas; peito, joelhos, região lombar, pescoço, caixa torácica, ombros, coxas.

Associações

É comum pacientes com fibromialgia sentirem depressão, estresse grave, transtornos de ansiedade. Isso porque os níveis de serotonina e outras substâncias no cérebro ficam alteradas. Algumas doenças podem acompanhar a fibromialgia ou imitar seus sintomas, como dor crônica no pescoço ou nas costas; síndrome da fadiga crônica; hipotireoidismo (tireoide inativa); distúrbios do sono. Por isso o diagnóstico deve ser bem orientado e cuidadoso.

Causas

A causa ainda é desconhecida. As possíveis causas ainda estudadas ou os desencadeadores da fibromialgia incluem: traumas e estresse físico e/ou emocional; distúrbios do sono; reação cerebral a dor diferenciada; infecção com vírus.

Tratamentos 

Com o objetivo de manter a doença controlada, em alguns casos é necessário o uso de medicações, principalmente nas fases mais críticas. Terapias cognitivas ou psicológicas são importantes. Atividades físicas, bem orientadas pelo médico, fisioterapia e terapia ocupacional também são formas de tratamento.

Serviço

Os ambulatórios de Reumatologia do Hospital de Base, Hospital de Apoio e hospitais regionais atendem de segunda às sextas-feiras das 7h às 18h. A marcação de consultas é feita pelo sistema de regulação do próprio hospital. O encaminhamento médico para consultas e exames pode ser feito nos postos de saúde.

Por Alessandra Franco, da Agência Saúde DF
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