Governo do Distrito Federal
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21/12/12 às 18h09 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Programa de Hipotireoidismo será ampliado em 2013

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Atendimento a crianças e adultos nas emergências e ambulatórios

Primeiro serviço oferecido integralmente pelo Sistema Único de Saúde – SUS -, o Programa de Hipotireoidismo da Secretaria de Saúde oferece atendimento a todas as faixas etárias, desde o intra-útero até a melhor idade. Totalmente gratuito, com assistência tanto ambulatorial como emergencial, o programa é descrito pela chefe do Núcleo de Genética do Hospital de Apoio da SES/DF, Maria Terezinha Oliveira Cardoso, como de referência para todo o País.

Para 2013 a previsão do núcleo é a de ampliação do atendimento, com a abertura de mais cinco ambulatórios. Atualmente o serviço é oferecido por oito ambulatórios, localizados nos hospitais de Apoio, de Base, Materno Infantil de Brasília (HMIB) e Hospital da Criança. O programa funciona ainda nas enfermarias e UTIs.

“Vamos garantir ao paciente o acesso à assistência de qualidade”, explica Maria Terezinha ao falar que a doença metabólica pode gerar distúrbios graves, que se não tratados de imediato podem levar à morte. Por isso no Hospital Materno-Infantil (HMIB) funciona um ambulatório com agenda aberta para casos graves.

Teste do pezinho é referência nacional
Um programa que também é referência nacional do Núcleo de Genética do Hospital de Apoio da Secretaria de Saúde do DF, é o Teste do Pezinho Ampliado. A coleta imediata, feita nas maternidades da rede, possibilita a diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças portadoras de uma das 25 doenças investigadas.

De acordo com a chefe do núcleo, Maria Terezinha Oliveira Cardoso, graças a esse trabalho o DF tem hoje o melhor índice de cobertura nacional, 95%. Segundo ela, a cobertura alcançada coloca o Teste do Pezinho Ampliado na fase três do Programa Neonatal de Triagem do Ministério da Saúde.
Outro avanço citado pela chefe do setor de Genética, é a liberação dos resultados dos casos positivos em até cinco dias e o início do tratamento com no máximo dez dias, coloca o programa no patamar do melhor do País. “Sem esta triagem precoce (coleta feita em no máximo 48 horas, em todas as maternidades da rede) muitas vidas seriam perdidas”, conclui Maria Terezinha ao lembrar que um diagnóstico definitivo faz muita diferença.

O programa atende entre 4 mil a 4.500 crianças por mês e segundo Maria Terezinha, é tido como único no País, tanto pela realização de 25 exames de forma rápida e precisa como por ter em suas equipes biólogos, farmacêuticos e médicos com mestrado e doutorado. “Com certeza são profissionais de nível, altamente capacitados”, conclui.

Luciene Torquato