Governo do Distrito Federal
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7/11/16 às 12h48 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Projeto implantado no HRS reduz faltas por saúde em 60%

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Mudanças começaram no Laboratório de Análises Clinicas da unidade

BRASÍLIA (7/11/16) – As dificuldades econômicas são enfrentadas pelas pessoas, empresas, instituições e governos de formas variadas, mas elas carregam um ponto em comum: a limitação dos recursos financeiros na condução do dia-a-dia. O problema atinge de modo especial as ações públicas de saúde, pressionadas pela demanda crescente e, por consequência, os servidores da área, sujeitos ao tensionamento no ambiente de trabalho.

“Essa pressão extra, adicionada aos problemas estruturais da administração pública, tem provocado insatisfação do servidor com o seu próprio desempenho, dificuldades do relacionamento em equipe e elevação dos níveis de estresse, com elevadas taxas de abstenção por problemas de saúde”, relata a psicóloga Aline Macedo que, ao lado da equipe do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital Regional de Sobradinho (HRS), iniciou uma ação que está mudando essa realidade.

Com a implantação, em 2015, do Projeto de Avaliação do Clima Organizacional – uma intervenção na saúde do profissional e segurança do paciente, iniciada no Laboratório de Análises Clínicas do HRS, os primeiros e promissores resultados já estão sendo colhidos. “As faltas por motivo de saúde caíram mais de 60 por cento e pode-se perceber uma clara melhoria no ambiente de trabalho, mais integrado e participativo”, avalia a psicóloga.

Na fase de diagnóstico da situação, que envolveu a avaliação das condições de trabalho de 54 servidores lotados no laboratório (88,5% do quadro), foram abordadas questões sobre a qualidade do relacionamento com a instituição, com o gestor, com a comunidade, a estrutura e o ambiente, oferta de atualização profissional, relacionamento e espírito de equipe.

“Depois de identificadas as principais demandas dos servidores, principalmente pelo processo de ouvir, foi iniciado um processo de integração da equipe por intermédio da gestão compartilhada, da melhoria da comunicação entre os próprios servidores e entre eles e a chefia, que já resultou na acentuada queda do nível de abstenção por problemas de saúde”, calcula Aline Macedo.

Ao trazer os servidores para o centro da ação, “como protagonistas do próprio ambiente profissional”, o projeto pretende elevar o nível de comprometimento da equipe com os resultados do trabalho que, em última análise, vão repercutir na qualidade e segurança dos serviços prestados aos pacientes, “a finalidade de todas as nossas ações”, define a psicóloga.

Outra ação positiva do projeto foi a mobilização de diferentes setores do HRS em torno da ação. “Verificamos que 81% dos servidores do laboratório avaliados apresentavam dores musculares no pescoço e ombros e 61% na parte inferior das costas. A equipe de fisioterapia do hospital prestou apoio com orientações posturais e a prática de exercícios. Quanto à atualização profissional, o setor específico do hospital está integrado para oferecer treinamento conforme demandas estabelecidas pelos próprios servidores – uma postura proativa que incentivamos”, diz Aline Macedo.

O chefe do laboratório do HRS, Junior Vitor Pimenta considera os resultados do projeto “excepcionais”. Ele avalia que o “ambiente de trabalho melhorou 80 por cento, pois tínhamos um nível de estresse elevado, com muitas faltas. Com a melhoria da comunicação entre os servidores e a chefia, a participação mais ativa no processo interno de decisões e a identificação das próprias demandas dos servidores – uma importante ferramenta de gestão – alcançamos um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo”.

Para a técnica em laboratório Maria Rodrigues Rabello, o projeto do Núcleo de Segurança do Paciente “elevou o ânimo da equipe”, que tem se desdobrado para suprir os problemas de rotina. “Desde o momento em que o servidor ganha maior interesse no trabalho, com a conscientização a respeito da importância do seu papel para o grupo e para o paciente, o ambiente melhora para todos, principalmente para o usuário, que ganha serviços com mais segurança e qualidade”, conclui.

Depois do trabalho iniciado no Laboratório de Análises Clínicas do HRS, o projeto está sendo estendido ao setor de UTI neonatal. A meta é, gradativamente, levar as bem-sucedidas técnicas de gestão a outras áreas do hospital e alcançar a melhoria do clima organizacional, com impactos positivos na segurança dos pacientes.

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