Governo do Distrito Federal
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30/06/20 às 19h03 - Atualizado em 2/07/20 às 11h33

Pronto-socorro ou UBS, saiba qual procurar em caso de suspeita da Covid-19

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Hospital Regional da Asa Norte e Hospital Regional da Ceilândia são referências para atendimento à doença

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Nesta semana, o Distrito Federal deve entrar numa fase crítica de transmissão da Covid-19. A expectativa é um aumento de casos e o pico da doença nos primeiros dias de julho. No entanto, desde o início da pandemia, a Secretaria de Saúde tem conduzido o seu plano de enfrentamento em todas as linhas de cuidado.

 

Essa condução tem colocado o DF entre os estados mais bem avaliados do país, em relação ao controle e combate à doença. Assim como toda a Atenção Primária, que compreende as unidades básicas de saúde (UBSs), está apta a receber a população, as emergências dos hospitais regionais e unidades de pronto atendimento (UPAs) também estão preparadas.

 

A porta de entrada para atendimento na rede pública de saúde é a Atenção Primária. Ao todo, são 172 UBSs que oferecem acolhimento e atendimento ao paciente suspeita de Covid-19. Os casos mais leves são atendidos nessas unidades e, havendo necessidade, as equipes podem encaminhar os pacientes para os hospitais regionais, ou de referência. Essas unidades seguem um protocolo único de atendimento e já possuem área reservada para as síndromes gripais e suspeita de Covid-19.

 

Caso não precise do encaminhamento, o paciente segue com a orientação de isolamento em casa, onde deverá permanecer em quarentena por 14 dias.

 

As UBSs também disponibilizam os testes rápido e RT-PCR (swab nasal e oral).

 

EMERGÊNCIA – Já os hospitais regionais e UPAs da rede pública de Saúde possuem porta aberta para o atendimento de casos suspeitos da doença. Em caso de emergência, a Secretaria de Saúde orienta a procura a estas unidades em caso de sintomas como a falta de ar, dor de cabeça forte e febre persistente por mais de 48 horas. Caso o paciente seja considerado de risco e precise de internação, ele permanece na área de isolamento do pronto-socorro até ser referenciado para os hospitais da Asa Norte, Ceilândia ou o hospital de campanha do Mané Garrincha.

 

Devido a alta possibilidade de contaminação, essas unidades têm leitos reservados para atender exclusivamente os pacientes com a Covid-19. Nos próximos dias, Ceilândia ganhará mais 73 leitos com o novo hospital acoplado ao HRC. De acordo com Ricardo Tavares, médico e secretário adjunto de Assistência à Saúde, toda a rede está preparada para atender a essa possível demanda de leitos de enfermaria e de leitos com suporte de ventilação mecânica.

 

Tavares destaca que a Secretaria de Saúde conta com a colaboração e o bom senso da população para que o pior não aconteça. O profissional ressalta que, em todo o mundo, a principal prevenção adotada é o isolamento social e o comportamento ao sair de casa. Ele prevê, ainda, que a cidade só alcançará o platô da Covid-19 na terceira quinzena de julho, quando se terá mais casos recuperados em relação ao número de infectados. Por isso ele alerta que evitar saídas desnecessárias e aglomeração ainda é o melhor remédio.

 

“A secretaria está preparada para esse momento que já era previsto pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e a instituição. Estamos seguindo um plano de enfrentamento e temos feito tudo que está ao nosso alcance, baseado em fatos e evidências. No entanto, não conseguimos fazer tudo porque não controlamos o comportamento da população. Agora, precisamos muito desse apoio e que as recomendações sobre cuidados para evitar o contágio sejam seguidas. Elas não mudaram e continuam as mesmas: só saia de casa quando estritamente necessário e mantenha os hábitos de higiene recomendados, como uso da máscara e o uso do álcool em gel, sempre”, ressaltou.

 

Segundo estudos, quando a Covid-19 acontece de maneira leve, é muito difícil diferenciar da gripe comum e até de algumas doenças respiratórias típicas do inverno. A doença tem muitas características parecidas e nem todos desenvolvem os sintomas diferenciais. Dessa maneira, quem apresenta sintomas gripais por até sete dias deve procurar a UBS mais próxima.

 

Arte: Érick Alves