Governo do Distrito Federal
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16/11/17 às 10h10 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Reconstrução mamária dá nova vida a pacientes com câncer

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No Outubro Rosa, Saúde atendeu a 60 mulheres em mutirões

BRASÍLIA (16/11/17) – Fátima, Silvana, Elisangela. Elas não se conhecem, mas têm muito em comum: um histórico de câncer de mama, muita vontade de viver e bom humor para lidar com todos os percalços que precisaram passar desde a descoberta da doença. Elas fazem parte do universo de 60 mulheres que passaram pelos mutirões de reconstrução mamária e mastectomia realizados pela Secretaria de Saúde durante o mês de outubro.

Foi fazendo um autoexame que a dona de casa Elisângela Maria de Oliveira, 38 anos, sentiu um caroço duro na mama esquerda, ainda em 2013. “Comecei o acompanhamento no HUB, fiz algumas sessões de quimioterapia e me encaminharam para o Hospital Regional de Taguatinga, onde fiz a mastectomia em 2015 e a primeira reconstrução em 2016”, conta ela, que foi uma das beneficiadas do último mutirão do Hospital Regional da Asa Norte, com uma nova reconstrução.

“A descoberta foi bem difícil. Cheguei em casa, ajoelhei chorando e minhas duas filhas vieram até mim. Foram elas e Deus que me deram força”, lembra, chorando. “Mas hoje estou super feliz, “siliconada' e com a doença estabilizada”, brinca Elisângela, vestida de rosa para lembrar a importância das ações realizadas em Outubro.

Porém, quando fez a mastectomia, conta ter sido duro passar a mão e sentir apenas um seio. “Quando tirou a faixa, eu não conseguia me olhar no espelho. Mas uma enfermeira do HRT me deu muito apoio e falou comigo sobre a reconstrução”, relembra.

Elisângela Maria de Oliveira

Elisângela conta que, no dia da cirurgia, viu quantas mulheres estavam felizes por estarem fazendo a reconstrução. “Todas comentavam da importância de colocar o silicone e tudo pela secretaria. Sem os seios, não há roupa que fique boa. Com a reconstrução, a autoestima levanta”, diz.

VOLTA POR CIMA – Até chegar à reconstrução mamária, a manicure Silvana Silva Costa passou por seis sessões de quimioterapia, uma mastectomia e um período de depressão. Vaidosa, viu os cabelos caírem e teve de conviver por um tempo com apenas um dos seios até conseguir fazer a implantação da prótese.

“Meu ex-marido me abandonou, passei por um período de muita luta, mas continuei firme e hoje volto a me sentir bonita”, relembra.

Há um ano ela passou pelo primeiro procedimento de reconstrução mamária. “Mas tinha o sonho de reconstruir o bico do seio e neste ano, durante o mutirão do Outubro Rosa, o HRT me chamou e realizou meu sonho”, conta a jovem. “Fui muito bem tratada por toda a equipe do hospital, onde faço acompanhamento. Já tirei os pontos e volto a trabalhar esta semana”, comemora.

Silvana Silva Costa

Quem também está se sentindo ainda mais bonita é Maria de Fátima Aparecida. “A reconstrução mamária deu novo sentido à minha vida. Antes da prótese, eu me sentia estranha, não me dava muito bem com o silicone externo, que ia dentro do sutiã”, conta ela, que já retirou as duas mamas em razão de um câncer, descoberto há três anos, durante um exame de rotina.

TRATAMENTO – Ao longo do ano, a Secretaria de Saúde realiza cerca de 860 cirurgias de reconstrução mamária, a maioria delas, no Hospital Regional da Asa Norte. Cerca de dois mil exames de mamografia – o principal para descobrir o câncer de mama – são feitos na rede pública. A pasta, porém, oferece 5,4 mil vagas mensais. Somente neste ano, a pasta já fez 29.320 exames do tipo em 11 unidades hospitalares da rede pública de saúde e no Centro Radiológico de Taguatinga.

O tratamento do câncer de mama é feito no Hospital de Base e nos hospitais regionais de Sobradinho, Taguatinga e Gama. A estimativa no Instituto Nacional de Câncer é de que neste ano apareçam 960 novos casos no DF. Em 2016, foram 67,74 novo casos a cada 100 mil mulheres.

NOVEMBRO AZUL – A Secretaria de Saúde também prepara ações para o mês de campanha de prevenção ao câncer de próstata. A programação deve ser fechada nos próximos dias. Atualmente, 1.793 pacientes fazem tratamento contra a doença na rede pública.

No Brasil, esse é o segundo tipo de câncer mais comum em homens. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), neste ano devem ser registrados 61,2 mil novos casos de câncer de próstata no país. No Distrito Federal, foram registrados 840 casos.

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