Governo do Distrito Federal
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10/01/19 às 9h10 - Atualizado em 10/01/19 às 9h20

Samu registrou 68 mil trotes em 2018

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) recebeu 903.157 ligações em 2018 e, destas, 68.004 foram trotes. Apesar de ser um número considerável, o índice de trotes é avaliado como satisfatório, já que a quantidade chegou a 60% no início do funcionamento do serviço, que existe há 13 anos.

 

“Um trote pode fazer alguém, que realmente precisa, perder a vida. Por isso, a população precisa de conscientização. Acreditamos que essa redução nos trotes se deve à educação cidadã, com o projeto chamado Samuzinho, que orienta crianças, jovens e adultos”, citou o chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu-DF, Tiago Vaz.

 

Segundo ele, os trotes identificados são feitos tanto por crianças quanto por adultos. Os casos detectados são registrados em boletim de ocorrência e encaminhados às autoridades policiais. “Já rastreamos trotes de um adulto que ligou mais de 200 vezes”, contou, ao ressaltar que em horários de intervalo escolar os trotes aumentam também.

 

Tiago ressalta, ainda, ser fundamental que as pessoas conheçam a importância do serviço para otimizar o recurso. “Qualquer pessoa pode precisar do Samu 192. O Samu pode ser acionado em todas as situações com vítimas, sejam elas emergências clínicas, como mal súbito, até acidentes de carro”, disse.

 

 

PROJETO Chamada de Samuzinho, a iniciativa tem como público-alvo crianças a partir dos 8 anos de idade até pessoas com 60 anos. Ao longo de 2018, o projeto capacitou, aproximadamente, quatro mil pessoas. As ações foram realizadas em escolas, condomínios, unidades de internação da Secretaria de Segurança Pública, universidades e em outros órgãos do governo. Para saber mais sobre o projeto ou solicitar a capacitação, envie um e-mail para projetos.samu192df@gmail.com.

 

ATENDIMENTO Para ajudar no atendimento às ligações, o Samu 192 conta com profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bombeiros, equipe de saúde mental e terceirizados.

 

O atendimento inicial é feito pelos terceirizados, que fazem a triagem preliminar das ligações. Há chance de se identificar um trote ou falsa ligação já nesse primeiro momento. Médicos e demais enfermeiros, para quem as ligações são repassadas após a triagem, também possuem treinamento para identificar uma chamada indevida.

 

 

 

Ailane Silva, da Agência Saúde

Fotos: Matheus Oliveira/Arquivo-SES

Arte: Rafael Ottoni