Governo do Distrito Federal
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12/02/14 às 10h50 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

SAMU: salvando vidas à distância

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Calma e precisão nas informações são imprescindíveis

Do outro lado da linha pânico e muito nervosismo. É assim que os médicos reguladores doServiço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) recebem as ligações na Central de Regulação Médica de Urgência e Emergência através do número 192. Calma e precisão nas informações são imprescindíveis nessa hora, pois um minuto pode salvar uma vida e preparar o paciente para um melhor atendimento na rede pública de saúde do DF.

Quando a Central de Regulação Médica 192 é acionada, os Telefonistas de Atendimento de Regulação Médica (TARM) recebem a ligação e já preenchem uma ficha de pré atendimento com informações imprescindíveis como nome, local e motivo. “Esses dados são importantes para que, enquanto o médico faz a orientação por telefone, uma ambulância já esteja à caminho”, disse Rodrigo Caselli, gerente do SAMU/DF.

O médico aciona os rádio operadores que, através de um mapa eletrônico, localizam uma ambulância mais perto do local para cumprir o atendimento em um prazo de até 12 minutos. “Quando chegam ao local, se necessário, o médico faz a Telemedicina através de câmeras instaladas dentro das viaturas para que tenha uma visão geral do que está acontecendo e orientar melhor o profissional que está atendendo, podendo evitar sequelas nos pacientes e até a morte”, afirmou Caselli.

Esses primeiros atendimentos com o monitoramento dos médicos já salvou muitas vidas. São, em média, três mil ligações por dia, cerca de 20% é trote, mas o restante da demanda é atendida e acompanhada. Numa parada cardíaca, por exemplo, a massagem é fundamental para que o pouco de oxigênio ainda existente no sangue consiga ser bombeado para as partes vitais do corpo e não trazer sequelas. “É neste momento que as instruções do médico intervencionista é fundamental. A própria pessoa que buscou a ajuda por telefone, vai reproduzir no paciente as orientações repassadas”, afirmou Mônica Libardi, que é enfermeira e coordenadora do Projeto Samuzinho, uma outra vertente do SAMU para promover cidadania.

Projeto Samuzinho

O projeto Samuzinho tem o objetivo de disseminar cidadania em crianças e adultos, principalmente a importância de não passar trote. Esta realidade já está inserida na rotina dos profissionais e já vêm demonstrando resultados. “Até o ano de 2007, cerca de 65% das ligações recebidas no 192 eram trotes. Hoje esse comportamento mudou e está em torno de 20%”, revelou a coordenadora do Projeto Samuzinho, Mônica Libardi.

Segundo a coordenadora, o projeto contribui muito para conscientizar as pessoas de que as equipes de salvamento não podem perder tempo. “Temos 38 ambulâncias e quando deslocamos uma para chamada falsa, estamos tirando a chance de atender outra pessoa que realmente precisa”, afirmou.

Outros dois projetos também reforçam o recado:

– SAMU nas Escolas: através de uma solicitação por e-mail, escolas particulares e públicas podem solicitar o projeto para ser realizado dentro da escola;

– Escolas no SAMU: também por e-mail, as escolas podem agendar uma visita e conhecer de perto o trabalho dos profissionais.

Em sete anos, esses projetos já atingiram juntos 12.570 pessoas e para agendar um deles, basta mandar um e-mail para ascomsamu192@gmail.com.

Reconhecimento

Todo esse esforço é reconhecido pela sociedade e pelo estado. Através da Ouvidoria, os usuários expõem suas sugestões e reclamações. Dentre eles, os elogios foram os que mais se destacaram, premiando o SAMU com o prêmio Reconhece SES 2012-2013. “Os desfechos bons são mais frequentes que os desfechos ruins, então a proporção de elogios por reclamação é maior”, finalizou Rodrigo Caselli.

Por Luana Lemes, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226