Governo do Distrito Federal
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24/07/17 às 11h23 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Saúde da Família faz prevenção e tratamento de alcoolismo

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Equipes de Ceilândia e Taguatinga receberão treinamento a partir de agosto

BRASÍLIA (24/7/17) – Prevenir, identificar e tratar casos de alcoolismo é a proposta da ação inédita que começou a ser desenvolvida pelas quatro equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), da Unidade Básica de Saúde 12, que atendem a comunidade do Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. O projeto piloto, denominado Brasília Vida Segura, consiste na aplicação de Teste de Transtorno por Uso de Álcool para identificar o nível de risco relacionado ao álcool e realizar as intervenções necessárias de acordo com cada caso. 

“Aplicamos aproximadamente 600 questionários. Conforme o resultado, é feita uma intervenção breve, que consiste em alertar sobre o etilismo e se o comportamento da pessoa pode ser nocivo à saúde, bem como encaminhar para o tratamento adequado, quando necessário. O beber social tem um limite de doses, mas muita gente não sabe disso”, explicou o médico psiquiatra da Diretoria de Saúde Mental (Disam) que coordena as ações, da Secretaria de Saúde, Leonardo Moreira.

No questionário, que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, há 10 perguntas sobre frequência da ingestão de bebida alcoólica, quantidade de doses, facilidade de interromper o uso, impossibilidade de realizar tarefas em razão da ingestão do álcool e se alguém já se preocupou com a situação de alcoolismo do entrevistado.

Inicialmente, 40 pessoas da ESF foram treinadas para aplicar o questionário e fazer as intervenções. A partir de agosto, será iniciada a capacitação de multiplicadores que irão treinar as demais equipes de Ceilândia e Taguatinga e, assim, expandir o projeto para todo o DF no próximo ano.

A médica Natiane Sousa, que faz parte de uma das equipes que começaram a aplicar os questionários, ressalta que muitas pessoas que bebem ficam surpresas com o resultado. “Muitos entrevistados não sabem que estão bebendo de maneira nociva, mas apenas fazendo o uso excessivo. Por isso, nosso alerta é importante tanto para prevenir, quanto para tratar”, disse a médica.

Segunda a profissional, para o tratamento, é necessário primeiramente a disposição do paciente. Dependendo do caso, podem ser feitos exames físicos e laboratoriais, solicitado o comparecimento a consultas com médicos ou enfermeiros, e outras intervenções necessárias. “Nossa abordagem está sendo bem aceita. Já identificamos alguns casos de pessoas que estão em um nível grave de alcoolismo e encaminhamos para tratamento”, contou a agente comunitária, Nilza Silva Sousa.

 Como seu corpo reage ao excesso de álcool: Durante a intervenção, os profissionais de saúde apresentam uma cartilha sobre os malefícios do álcool, entre eles estão:

1) comportamento agressivo e irracional, violência, depressão e nervosismo;
2) envelhecimento precoce;
3) resfriados frequentes, baixa resistência a infecções, maior risco de pneumonia;
4) problemas no fígado;
5) inflamação do pâncreas;
6) em homens, impotência sexual, em mulheres, malformação do feto;
7) dores nos nervos;
8) perda de memória;
9) câncer de boca e garganta;
10) enfraquecimento do coração;
11) deficiência de vitaminas, inflamação no estômago, vômito, diarreia, desnutrição;
12) tremor nas mãos e formigamento;
13) úlcera; e
14) demência.

PROJETO – Promovido pela Governo de Brasília, o projeto começou em 2016 e tem a parceria da Secretaria de Mobilidade. A iniciativa piloto de aplicação de questionários pela Secretaria de Saúde começou em maio, no Sol Nascente, em Ceilândia, área de vulnerabilidade social.

Confira aqui as fotos.

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