Governo do Distrito Federal
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30/09/15 às 19h03 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Saúde e Comitê Rio 2016 discutem plano de atendimento de emergências

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Representantes foram recebidos hoje para debater ações e conhecer hospitais de referência

BRASÍLIA (30/9/15) – As ações estratégicas em Brasília para atender as emergências de saúde durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 foram debatidas, nesta quarta-feira (30), entre representantes da Secretaria de Saúde e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, que se reuniram na sede do órgão. Esse foi o primeiro encontro da pasta com o comitê, que também foi levado para conhecer alguns hospitais usados como referência durante a Copa do Mundo.

“Esse foi uma reunião técnica para eles conhecerem como é o nosso fluxo de atendimento nos hospitais públicos e para elaborar um plano de atendimento para os jogos. Tivemos uma experiência positiva na Copa do Mundo e fomos muito elogiados pela Fifa e a ideia é repetir o mesmo projeto”, disse o coordenador médico da secretaria para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em Brasília, Paulo Lobo.

De acordo com a especialista médica do Comitê Rio 2016, Alexandra Marques, Brasília instalará quatro delegações de futebol, sendo duas femininas e duas masculinas, que devem totalizar aproximadamente 60 pessoas. Os jogos ocorrerão durantes seis dias – 4, 7, 9, 10, 12 e 13 de agosto – mas o calendário ainda é passível de mudanças e não foi divulgado quais seleções serão enviadas para a capital do país.

“Nós viemos conhecer a expertise de Brasília e avaliar como pode ser construída a nossa parceria. O Brasil será o primeiro país da América do Sul a sediar um evento desse porte e queremos garantir que este evento ocorra da melhor forma possível”, destacou Alexandra Marques.

“Brasília é uma das cidades mais organizadas. Hoje (30), é uma conversa inicial e vamos fazer novas visitas para elaborar um plano”, completou o gerente geral de serviços médicos Rio 2016, Marcelo Patrício.

LOGÍSTICA – De acordo com Paulo Lobo, a ideia é que a estratégia utilizada por Brasília conte com a participação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que atua em conjunto ao Corpo de Bombeiros. As equipes podem atender emergências no próprio local ou remover os pacientes para as unidades de referência, dependendo de cada caso.

Com isso, possíveis casos de trauma serão transportados em ambulâncias para o Hospital de Base e gestantes e recém-nascidos para o Hospital Materno Infantil (Hmib). Também poderão ser usados o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que é referência em queimados e outras especialidades, além do Hospital das Forças Armadas (HFA).

“Temos que lembrar que o Base e o Hran ficam a apenas 800 metros de distância da área central de Brasília, o que facilita as remoções com agilidade”, enfatizou Fernanda Toledo, diretora de Urgência e Emergência da secretaria.

VISITA – Após o diálogo, os dois representantes do comitê foram levados para conhecer alguns hospitais usados como referência em eventos como a Copa do Mundo. Uma delas é Hospital de Base que em dias normais realiza de 400 a 500 atendimentos por dia no pronto-socorro, onde existem 106 leitos.

“Nós fizemos um plano para todo o mês em que ocorreram os jogos. Nosso atendimento foi direcionado para o trauma e casos intoxicações de qualquer tipo. O serviço funcionou perfeitamente”, detalhou a diretora administrativa do Base, Suzi Galdino dos Santos.

Durante a visita, os integrantes do Comitê Rio 2016 encontraram a servidora do hospital Thaís Carvalho, 23 anos, que é atleta paralímpica e conquistou recentemente uma medalha de prata no Parapan, em Toronto, no Canadá. “Com essa vitória, conquistei uma vaga para o Brasil competir na minha modalidade nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. O resultado de quem disputará deve ser divulgado até 15 de outubro”, anunciou a servidora, que usa prótese em uma das pernas e recebeu elogios dos integrantes do Comitê Rio 2016.

Segundo Alexandra Marques, a visita do Comitê Rio 2016 já foi feita nos demais estados que receberão os jogos, entre eles, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte. A expectativa é de que 10 mil atletas disputem os jogos olímpicos no Brasil, além de outros 4,5 mil paralímpicos.

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