Governo do Distrito Federal
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7/11/13 às 13h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde garante assistência para mais de mil detentos do CPP

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Equipe já realizou quase 13 mil atendimentos no Centro de Progressão Penitenciária 

A equipe multidisciplinar da Secretaria de Saúde, que atua no Centro de Progressão Penitenciária – CPP –, no Setor de Indústria e Abastecimento, já realizou 12.973 atendimentos neste ano. O CPP é um estabelecimento prisional destinado ao regime semiaberto de cumprimento de pena, com capacidade atual para cerca de 1.100 presos, com trabalho externo em efetivo exercício.

O CPP recebe sentenciados que já tenham efetivamente implementado os benefícios legais de trabalho externo e de saídas temporárias. Os cuidados com a saúde desta população são resultado de parceria entre a Gerência de Saúde Prisional e a Regional de Saúde do Guará. 

O grupo de atendimento é composto por 12 profissionais que são lotados no Centro de Saúde nº 01 do Guará. A equipe possui médico, cirurgião dentista, psicólogo, assistente social, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, técnico em higiene dental, e auxiliar de consultório. Além do serviço de matriciamento em infectologia e psiquiatria.

As ações são voltadas para a prevenção, promoção e tratamento de agravos em saúde, primando pela atenção integral em saúde bucal, saúde da mulher, Doenças Sexualmente Transmissíveis, AIDS e hepatites virais, saúde mental, controle da tuberculose, hipertensão e diabetes, hanseníase e outras dermatoses, assistência farmacêutica básica, imunizações e coletas de exames laboratoriais. Em 2012, foram realizados 14.885 atendimentos. O serviço funciona na unidade de 9h às 16h.

Larissa Feitosa, gerente de Saúde Prisional, trabalha na área desde 2003, e destaca que o Distrito Federal foi a primeira unidade federativa a realizar a contratação para assistência à Saúde no sistema penitenciário. “Isso proporcionou a organização das nossas equipes destinadas apenas para esse trabalho. Com isso, você consegue ver o comprometimento dos profissionais, que é percebido pelos presos também”, afirmou.

Sobre o atendimento prestado, Larissa já recebeu vários elogios e agradecimento das famílias e dos próprios detentos. “Os profissionais estão lá sem julgamento algum para cuidar e garantir o direito à saúde. Ouvi de um preso que ali nos consultórios é onde ele se sente como pessoa ainda e que a equipe da saúde faz ele se sentir humano. Para ele, o retorno é a possibilidade de reintegrar à sociedade”, declarou.

Toda semana, quando chegam presos, é realizado um acolhimento sobre educação e saúde onde é feita uma triagem. No serviço de psicologia, além do atendimento individual, são realizados trabalhos em grupos, por exemplo, de drogas, conscientização social e reflexão sobre o tempo de pena com participação do juiz da Vara de Execução Penal. Anualmente a equipe faz uma semana de educação e saúde que alerta sobre todos os tipos de doenças.

A Saúde Prisional, criada em 2003 pelos Ministérios da Saúde e da Justiça, tem como objetivo principal garantir o acesso à saúde pelas pessoas privadas, mesmo que parcialmente, de liberdade (masculinas, femininas e psiquiátricas), oferecendo ações e serviços de atenção básica dentro das unidades prisionais.

Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF
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