Governo do Distrito Federal
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31/01/17 às 17h23 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Saúde implementa projeto de Ouvidoria Itinerante

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Objetivo da ação é facilitar o acesso do cidadão ao serviço

BRASÍLIA (31/1/17) – A Secretaria de Saúde passou a integrar, em janeiro, o Programa de Ouvidoria Itinerante Ouve Brasília idealizado pela da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF). Na prática, a partir de agora, representantes da Ouvidoria da SES estarão nos eventos públicos do GDF para orientar a população sobre o encaminhamento das demandas.

O programa quer tornar o serviço um padrão de referência, portanto todas as ouvidorias do Executivo devem seguir as orientações e os procedimentos estabelecidos no âmbito do referido projeto.

A pasta implementou a iniciativa na Semana da Visibilidade de Travestis, Mulheres Transexuais e Homens Trans promovida pela Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH). O evento acontece de 25 até 31 janeiro como forma de comemorar o Dia da Visibilidade Trans, celebrado em todo o território nacional em 29 de janeiro.

Segundo a ouvidora da Secretaria de Saúde, Meire Machado, a partir desta ação será possível melhorar o acesso desse público que, por medo de ser discriminado, não procura o serviço público de saúde. “A ideia é tornar a Ouvidoria mais próxima e nos colocar como 'procuradores' dessas pessoas dentro do serviço de saúde, para que possamos entender suas demandas específicas”, completa.

Ela destaca que este método traz mais qualidade ao trabalho da Ouvidoria ao explicar às pessoas qual é o funcionamento e o fluxo de atendimento na rede. “Com isso, entendemos de que forma podemos nos organizar e propor melhorias nos nossos processos internos de trabalho a partir das manifestações e necessidades dos públicos específicos que visitamos”, acrescenta Meire.

1ª PARTICIPAÇÃO – Durante a Semana da Visibilidade de Travestis, Mulheres Transexuais e Homens Trans, a Ouvidoria Itinerante da Saúde pode ouvir manifestações gerais relacionadas a consultas, exames e cirurgias, além de demandas específicas como o uso efetivo do nome social durante os atendimentos ou no momento em que os pacientes são chamados aos consultórios para consultas e exames.

A ouvidora da pasta, Meire Machado, conta que entre as ocorrências registradas foi solicitado o oferecimento de serviços específicos para esses grupos, como a criação de ambulatórios em cada hospital.

RECONHECIMENTO – A assessora especial da Coordenação da Diversidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) do Distrito Federal, Paula Benett, considera a iniciativa muito importante, pois traz mais acessibilidade à população LGBT. “Falando historicamente, sempre tivemos nossos direitos negados e, por isso, percebemos que ainda há falta de informação nas instituições no que diz respeito ao atendimento para atender esse público com mais humanização”, explica a militante.

Para ela, “a ouvidoria é uma ação eficaz porque ouve quem realmente tem lugar de fala para poder lapidar esse processo e para que a própria Secretaria da Saúde consiga atender realmente às expectativas e demandas dos LGBT”.